Infantil Brasil registra um dos maiores índices de uso de celular entre crianças...

Brasil registra um dos maiores índices de uso de celular entre crianças e cresce a preocupação com os efeitos

Foto: Divulgação/ASCOM

O Brasil vive uma era de digitalização extrema onde o smartphone se tornou o principal canal de integração social. De acordo com dados da Fundação Getulio Vargas (FGV), o país conta atualmente com cerca de 272 milhões de aparelhos ativos, o que representa uma média de 1,3 dispositivo por habitante. Esse pequeno aparelho é a porta de entrada para a internet para 98,7% dos internautas brasileiros, sendo que quase 90% da população com 10 anos ou mais possui um celular próprio para realizar transações bancárias por Pix, fazer compras e buscar entretenimento.

Infância digital

Essa onipresença digital atinge em cheio as novas gerações. Um estudo recente da empresa de segurança digital McAfee revelou que o Brasil lidera o ranking global de uso de celulares entre crianças e adolescentes, alcançando uma taxa de 96%. O acesso começa cada vez mais cedo, visto que 95% do público infantil navega na internet utilizando um smartphone pessoal, um índice que fica 19% acima da média mundial para essa faixa etária.

O cenário preocupa pais e profissionais de saúde, principalmente nos fins de semana quando o tempo ocioso estimula o consumo de telas. Para tentar conter os danos no ambiente escolar, foi sancionada a “Lei Federal 15.100/2025”, que restringe o uso de celulares e eletrônicos portáteis em escolas públicas e particulares. Pesquisas coordenadas pelo Ministério da Educação (MEC) mostram que a proibição reduziu os níveis de ansiedade e melhorou a concentração e a socialização dos estudantes.

Alerta de especialista

As redes sociais estão profundamente inseridas no contexto cultural e atraem os jovens de forma precoce.

“O uso de forma imprudente e excessiva de tecnologias e até de redes sociais tem gerado grandes impactos à saúde mental dos indivíduos, e os numerais são alarmantes, principalmente quando falamos do público jovem”, alerta a neuropsicóloga Anna Rúbia Pirôpo Vieira da Costa, que coordena o curso de Psicologia da Faculdade Unime Anhanguera.

A especialista explica que a exposição exagerada e sem filtros a uma enxurrada de informações inadequadas compromete a autoestima e funciona como um gatilho para quadros de depressão e ansiedade severa.

Riscos envolvidos

Para orientar as famílias na proteção dos filhos, a profissional aponta as principais ameaças do abuso de telas e sugere medidas práticas para reverter esse quadro.

  • Definição de limites estabelecendo horários rígidos e tempo máximo de acesso diário às telas
  • Atraso social e emocional decorrente da perda de momentos de interação real com outras crianças, algo que é essencial para o desenvolvimento saudável
  • Perigo de vício estimulado por aplicativos e jogos projetados para prender a atenção dos jovens e afastar o foco da vida offline
  • Exposição a conteúdos impróprios que muitas vezes burlam os filtros e sistemas de controle parental colocados pelos responsáveis
  • Dano à saúde física causado pelo sedentarismo, má postura corporal, dores nas costas e problemas de sono gerados pela luz azul dos visores
  • Ameaça de ciberbullying e assédio virtual que trazem consequências devastadoras para o bem-estar psicológico das vítimas
  • Prejuízo no aprendizado devido às distrações frequentes que o aparelho causa no rendimento escolar
  • Desperdício de tempo que poderia ser direcionado para atividades de lazer ao ar livre ou práticas educacionais construtivas

O monitoramento ativo e a presença dos pais são indispensáveis para garantir a segurança dos filhos nas plataformas digitais.

Apoio profissional

A orientação é assinada por Anna Rúbia Pirôpo Vieira da Costa, que atua como psicóloga clínica, neuropsicóloga e consultora de Recursos Humanos (RH). A profissional acumula mais de 10 anos de experiência prática em atendimento clínico, avaliação neuropsicológica e processos de reabilitação cognitiva.

Sobre a Anhanguera

Fundada em 1994, a Anhanguera oferece para jovens e adultos uma infraestrutura moderna, ensino de excelência e um portfólio diversificado com mais de 47 cursos de graduação presenciais, 43 semipresenciais e 96 na modalidade a distância, além de pós-graduações, cursos livres, profissionalizantes, técnicos, EJA e preparatórios, com destaque para o Intensivo da OAB. Pertencente à Cogna Educação, o mais diversificado e maior grupo educacional do país, a marca está presente em mais de 106 unidades e 1.698 polos em todos os estados brasileiros, atendendo a milhares de alunos por meio de professores especialistas, mestres e doutores. Com o conceito lifelong centric, centrado na aprendizagem em todas as fases do aluno, 91% das instituições possuem notas 4 ou 5 no MEC. Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site e o blog.

ASCOM: Deiwerson Damasceno e Carolina Pinho  

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