Esportes Argentina e Inglaterra vencem no limite e reacendem um duelo que marcou...

Argentina e Inglaterra vencem no limite e reacendem um duelo que marcou a história da Copa do Mundo

Foto: Andersen / AFP

O futebol de alto nível na Copa do Mundo de 2026 expõe uma verdade incômoda para os treinadores. Na reta final do torneio, o planejamento tático muitas vezes desmorona diante do brilhantismo individual.

Os jogos de sábado, dia 11, deixaram claro que Argentina e Inglaterra carimbaram seus passaportes para as semifinais muito mais pela genialidade de seus atletas do que pela organização coletiva de suas comissões técnicas. As camisas pesadas prevaleceram, mas deixaram lições profundas sobre os limites da desorganização.

Sufoco argentino em Miami

A atual campeã do mundo precisou caminhar pelo deserto da prorrogação para despachar a valente Suíça. No tempo normal, Alexis Mac Allister abriu o placar de cabeça, mas Ndoye buscou o empate para os suíços.

O fantasma da eliminação rondou os gramados até que, no segundo tempo da prorrogação, Julian Álvarez acertou um lindo chute de fora da área, diretamente no ângulo. No último minuto do tempo extra, Lautaro Martínez aproveitou um contra ataque para matar o jogo e fechar o placar em 3 a 1.

A Argentina avança, mas o rendimento coletivo liga um sinal de alerta para quem carrega o peso do favoritismo.

Inglaterra X Noruega

Do outro lado do chaveamento, a Inglaterra constrói uma trajetória intrigante. Trata-se de uma seleção que se mostra mal convocada, mal escalada e mal treinada sob o comando contestado de Thomas Tuchel. Ainda assim, o English Team avançou carregado pelo talento de seus craques diante da Noruega, que havia sido o algoz do Brasil nas oitavas de final.

O duelo começou bastante estudado em Miami, sem nenhuma finalização até a pausa para hidratação.

A Inglaterra mantinha a maior posse de bola trocando passes no campo adversário, enquanto os escandinavos se fechavam com duas linhas compactas, uma de quatro e outra de cinco jogadores, obrigando os ingleses a apostarem em bolas pelo alto.

O primeiro momento de emoção ocorreu aos 27 minutos, quando Harry Kane cobrou uma falta perigosa por cima da meta de Nyland.

O lance mexeu com os noruegueses, que passaram a reter a bola. Aos 34 minutos, Erling Haaland apareceu pela primeira vez finalizando de cabeça, sem sustos.

Logo aos 35 minutos, Berg desarmou Kane no meio de campo e a bola chegou a Schjelderup, que invadiu a área pela ponta esquerda, cortou para o meio e chutou colocado no ângulo oposto para abrir o placar.

Os ingleses pediram falta no início da jogada, mas o árbitro francês Clément Turpin validou o lance.

O gol atordoou o time de Tuchel, permitindo que Sorloth e Odegaard finalizassem com perigo em sequência.

A Noruega teve uma chance claríssima de ampliar em contra-ataque puxado por Sorloth, que não tocou para Haaland e chutou em cima do zagueiro. Como o futebol não aceita desaforo, a Inglaterra empatou aos 46 minutos em jogada individual de Jude Bellingham, que invadiu a área, driblou a marcação e bateu cruzado de esquerda no canto de Nyland.

Kane ainda fez o segundo antes do intervalo, mas a arbitragem assinalou impedimento correto.

Decisão na prorrogação novamente

A etapa final começou a todo vapor. Aos 9 minutos, após cobrança de escanteio, a bola ficou viva na área inglesa e Heggem mandou para as redes. No entanto, Turpin foi chamado pelo Árbitro assistente de vídeo (VAR) para analisar o monitor e anulou o lance por falta de Haaland em Elliot Anderson.

Com o jogo franco, os dois treinadores recorreram ao banco antes da parada para hidratação. Tuchel reforçou o meio de campo inglês, enquanto Ståle Solbakken apostou em atacantes de drible e velocidade.

A Noruega seguiu perigosa e Ajer cabeceou no travessão aos 30 minutos. Os escandinavos tomaram o controle na reta final, sendo mais agressivos e acuando a Inglaterra.

Em uma escapada, Saka cruzou rasteiro da direita, mas a zaga tirou o gol certo.

O empate por 1 a 1 levou o jogo para a prorrogação. A Inglaterra pressionou logo de início com um cabeceio de Kane espalmado por Nyland.

Na sequência, Morgan Rogers bateu de fora da área, o goleiro norueguês foi mal e rebateu para o meio, permitindo que Bellingham fosse mais esperto que o defensor para empurrar para as redes e garantir o triunfo por 2 a 1.

Aos 8 minutos do tempo extra, Spence foi empurrado na área e o árbitro marcou pênalti, mas voltou atrás após revisar o lance no monitor do VAR. Para a surpresa de todos, Solbakken sacou Haaland, totalmente apagado, para a entrada de Larsen.

O substituto pouco fez e a Inglaterra carimbou a vaga.

Confrontos das semifinais definidos

O desfecho das quartas de final projeta um clássico histórico na próxima quarta-feira, dia 15, às 16h, quando Argentina e Inglaterra disputam uma vaga na grande decisão.

Quem passar desse duelo enfrentará o vencedor de França e Espanha, que jogam a outra semifinal na terça feira, dia 14, um dia antes.

O afunilamento do Mundial mostra que a desorganização pode até ser tolerada em fases anteriores, mas a conquista do topo exigirá consistência coletiva além do brilho solitário das estrelas.

Fonte: https://jovempan.com.br/esportes/futebol/copa-do-mundo/bellingham-brilha-e-inglaterra-elimina-a-noruega-na-prorrogacao/

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.