
As oitavas de final da Copa do Mundo entregaram um roteiro de forte teor dramático dentro de campo e muita discussão nos bastidores. Enquanto Portugal se despediu do torneio com uma derrota dolorosa diante da rival Espanha, a seleção da Bélgica confirmou o seu favoritismo ao golear e eliminar os Estados Unidos, fechando de vez a participação dos países anfitriões na competição comercial.
Fim do sonho
Em Dallas, a Espanha repetiu o enredo histórico do mundial de 2010. Em uma partida equilibrada e cheia de oportunidades na primeira etapa, os goleiros Unai Simón e Diogo Costa trabalharam intensamente para manter o placar zerado. Portugal chegou bem perto de abrir o marcador quando Nuno Mendes acertou o travessão após um desvio na defesa adversária.
No entanto, o equilíbrio ruiu nos momentos finais do confronto. Nos acréscimos do segundo tempo, Mikel Merino recebeu um passe preciso de Ferrán Torres e balançou as redes, decretando a vitória espanhola por 1 a 0 e sepultando a chance de Cristiano Ronaldo conquistar o título mundial.
Nos segundos finais, os portugueses tentaram uma pressão desorganizada com bolas aéreas de Bernardo Silva e João Neves, mas a defesa da Espanha garantiu a vaga na próxima fase.
Domínio em Seattle
Se em Dallas o jogo foi decidido no detalhe, no Lumen Field a história envolveu uma superioridade inquestionável. A Bélgica atropelou a equipe norte-americana pelo placar de 4 a 1. Os europeus impuseram um ritmo forte desde o início e sufocaram os donos da casa. A vantagem técnica ficou nítida na troca de passes envolvente dos belgas.
Para detalhar a facilidade construída na partida, vale destacar as principais ocorrências do confronto:
- Goleada: Charles De Ketelaere marcou duas vezes, enquanto Hans Vanaken e Romelu Lukaku completaram o placar a favor dos belgas.
- Honra: o jogador Timothy Tillman descontou para a equipe local em uma bela cobrança de falta que desviou na barreira.
- Falha: o goleiro Brandon Freese cometeu um erro grave ao perder a bola fora da área, facilitando o gol de Vanaken.
- Prejuízo: o principal astro norte-americano, Christian Pulisic, sentiu uma lesão na segunda etapa e precisou deixar o gramado mais cedo.
Bastidores de peso
Além dos gols, o confronto em Seattle ficou marcado por uma enorme polêmica extracampo envolvendo a escalação do atacante Folarin Balogun. O atleta havia sido expulso no compromisso anterior contra a Bósnia, mas uma movimentação política incomum mudou o cenário.
Donald Trump, presidente dos EUA, telefonou diretamente para Gianni Infantino, mandatário da Federação Internacional de Futebol (FIFA), solicitando a revisão da punição. A entidade máxima do esporte atendeu ao pedido e anulou a suspension automática, liberando o atacante para começar como titular.
A decisão gerou revolta imediata na delegação europeia.
“Isso não é uma brincadeira de primeiro de abril?”, questionou o técnico da Bélgica, Rudi Garcia, visivelmente irritado com a anulação nos bastidores.
Apesar de todo o barulho, Balogun teve uma atuação muito discreta e acabou totalmente anulado pelo zagueiro belga Nathan Ngoy, que levou a melhor na maioria das disputas individuais.
Próximo grande duelo
Com os resultados consolidados, a Copa do Mundo se prepara para um clássico europeu nas quartas de final. A Bélgica vai enfrentar a Espanha no próximo sábado (10/7), na cidade de Los Angeles, às 16 horas no horário de Brasília.
Os espanhóis entram em campo com a defesa invicta na competição, enquanto os belgas ostentam um ataque embalado pela goleada recente. O vencedor desse confronto avança para as semifinais, mantendo vivo o plano de erguer a taça mais cobiçada do futebol internacional.
Jogos de hoje (terça-feira 7/7)
- 13h00 — Argentina x Egito
- 17h00 — Suíça x Colômbia
Fonte: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2026/07/06/copa-do-mundo-eua-x-belgica.ghtm










