
A pequena Ayla Queiroz, de apenas 6 anos, enfrenta uma rotina diferente da maioria das crianças da sua idade. Dividida entre as tarefas escolares e as brincadeiras com a sua irmã gêmea, ela encara o tratamento contra um neuroblastoma, um tipo raro de câncer infantil. Paciente do Hospital Rio Solimões, a menina transforma a sua jornada em uma missão de solidariedade ao publicar vídeos na internet para conscientizar outras famílias sobre os sinais da doença.
Os primeiros sintomas manifestados pela criança foram dores constantes na parte inferior do abdômen que se estendiam para uma das pernas. Como os sinais iniciais pareciam comuns, a gravidade do quadro só foi descoberta após a realização de exames clínicos de imagem detalhados. Os médicos identificaram o tumor localizado nas glândulas suprarrenais, região responsável pela produção de hormônios essenciais localizadas acima dos rins.
Dados da doença
O neuroblastoma figura entre as principais ocorrências oncológicas na infância, exigindo atenção redobrada dos especialistas.
- Frequência representa entre 8% e 10% de todos os casos de tumores em pacientes infantojuvenis
- Incidência atinge de 7 a 10 crianças por milhão de habitantes nessa faixa etária
- Idade possui mais de 90% dos diagnósticos concentrados em menores de 5 anos de vida
- Localização tem cerca de 80% dos tumores desenvolvidos na cavidade abdominal

Rede de apoio
Logo após a confirmação médica, a paciente iniciou o protocolo terapêutico com sessões de quimioterapia e acompanhamento de uma equipe multidisciplinar. A mãe, Andressa Queiroz, precisou deixar temporariamente o emprego para acompanhar cada etapa do tratamento da filha no hospital.
“A Ayla sempre foi uma criança ativa e cheia de energia. Por isso, o diagnóstico pegou toda a família de surpresa. Ela começou a reclamar de dores por alguns dias, mas depois melhorou”, afirmou Andressa Queiroz, destacando que a rotina doméstica foi adaptada para manter a normalidade através dos estudos e das brincadeiras.
Diagnóstico precoce
A oncologista pediátrica Paula Marinho explica que identificar o tumor logo no início eleva muito as chances de controle da enfermidade. A médica ressalta que os sintomas infantis são muito parecidos com mal-estares corriqueiros do dia a dia, o que exige um olhar atento dos responsáveis.
“Dores persistentes, alterações comportamentais, perda de peso sem causa aparente, aumento abdominal e cansaço excessivo estão entre os sinais que merecem investigação médica”, alertou Paula Marinho.

Estrutura médica
O atendimento especializado faz parte da estrutura da Hapvida, considerada a maior operadora de saúde integrada da América Latina. A empresa conta atualmente com mais de 77 mil colaboradores e presta assistência para quase 16 milhões de clientes em território nacional. A rede própria no país concentra 85 hospitais, 74 prontos-atendimentos e mais de 300 centros de diagnóstico para exames laboratoriais e preventivos.
J7PRESS | AM










