Trocando em Miúdos Adjuto Afonso arma a defesa contra tentativa de impugnação de candidatura

Adjuto Afonso arma a defesa contra tentativa de impugnação de candidatura

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, Adjuto Afonso (União Brasil), entrou na mira do Ministério Público Eleitoral, que pediu à Justiça Eleitoral a impugnação de sua candidatura a deputado estadual.

O motivo é uma condenação definitiva por doação eleitoral acima do limite legal: em 2020, o parlamentar doou R$ 75 mil à campanha do filho, Diego Afonso, quando o teto permitido era de R$ 57.306.

A condenação resultou em multa de R$ 10,5 mil, foi mantida pelo TRE-AM e posteriormente confirmada pelo TSE, com trânsito em julgado em março de 2025.

Agora, o TRE-AM terá de decidir se a condenação produz efeito sobre o registro da candidatura. Adjuto, porém, diz estar tranquilo e já mobilizou advogados para apresentar sua defesa e demonstrar que não cometeu irregularidade capaz de impedir sua candidatura.

O deputado sustenta ainda que a questão já está superada e lembra que disputou a eleição de 2022 depois do início do processo.

Sete dias para provar

O relógio eleitoral começou a correr para Adjuto Afonso. Depois do pedido de impugnação apresentado pelo MPE, o presidente da Aleam tem sete dias para apresentar defesa e tentar convencer a Justiça Eleitoral de que a condenação por doação acima do limite legal não impede sua candidatura em 2026.

A situação tem um detalhe que promete alimentar a disputa jurídica: embora tenha sido condenado ao pagamento de multa, Adjuto não foi declarado inelegível naquele processo.

A própria decisão deixou a análise sobre eventual impedimento para um futuro pedido de registro de candidatura. É essa discussão que agora chega ao TRE-AM.

Até lá, o deputado mantém o discurso de tranquilidade e prepara a ofensiva jurídica. Em eleição, como se sabe, às vezes a campanha começa mesmo é no departamento jurídico.

DPE quer saber: cadê o dinheiro das emendas?

A Defensoria Pública do Amazonas decidiu abrir a caixa-preta — ou, no mínimo, conferir se ela tem mesmo alguma coisa dentro.

A DPE pediu à Assembleia Legislativa, ao Tribunal de Contas e à Secretaria de Fazenda informações detalhadas sobre destinação, execução e fiscalização das emendas parlamentares estaduais.

A Defensoria quer saber quem indicou cada emenda, quanto foi previsto, quanto efetivamente entrou no orçamento, quem executou, quem recebeu e qual foi o destino final do dinheiro. Também pediu informações sobre mudanças de valores, beneficiários, objetos e órgãos executores.

A Aleam terá 30 dias para responder. A investigação nasceu da aparente contradição entre dinheiro destinado por emendas e a falta de recursos para serviços públicos essenciais.

Conta de emendas tem que aparecer

Foto: Divulgação

A DPE também foi atrás do TCE-AM. Quer saber se auditorias, inspeções, tomadas de contas e outros procedimentos já encontraram problemas na execução das emendas parlamentares. E não basta saber quem assinou o papel: a Defensoria quer rastrear o dinheiro até o beneficiário final.

A investigação pretende descobrir se obras foram realmente entregues, se serviços foram prestados, se bens chegaram ao destino e se projetos financiados com recursos públicos saíram do papel.

O órgão faz uma ressalva importante: a abertura do procedimento não significa que já exista irregularidade comprovada. A ideia é juntar documentos e dados para separar o que está regular do que eventualmente precise de investigação mais pesada. Se houver problema, aí a conversa pode deixar de ser administrativa e desembocar na Justiça.

P&G mantém Manaus no radar

Enquanto a Procter & Gamble (P&G) aperta o cinto em escala global, com previsão de corte de cerca de 7 mil postos de trabalho, a fábrica de Manaus passa longe, por enquanto, da tesoura.

A reestruturação anunciada pela multinacional concentra cortes em funções administrativas e em linhas específicas de menor rentabilidade em mercados asiáticos.

Na Zona Franca de Manaus, o cenário é outro: Gillette e Oral-B continuam em produção, e a companhia mantém investimentos na estrutura industrial.

Recently, um projeto de modernização tecnológica das linhas de aparelhos de barbear e escovas dentais recebeu aprovação no Conselho de Administração da Suframa, com investimento superior a R$ 219 milhões. Ou seja: lá fora, enxugamento; em Manaus, investimento.

Da tesoura global ao investimento local

A reestruturação internacional da P&G poderia ter acendido uma luz amarela na Zona Franca de Manaus, mas, até aqui, a fábrica amazonense escapou do pacote de cortes. E não apenas escapou: continua como plataforma estratégica da companhia na América Latina.

A operação de Manaus abastece mais de 90% do mercado brasileiro de lâminas e aparelhos de barbear e ainda exporta para pelo menos nove países das Américas e da Europa.

As marcas Gillette e Oral-B permanecem no portfólio estratégico da multinacional, enquanto o projeto de modernização aprovado pela Suframa supera R$ 219 milhões.

A tesoura da P&G está cortando lá fora, mas, por enquanto, não chegou ao Distrito Industrial de Manaus.

1 COMENTÁRIO

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.