
Na disputa pelo governo do Amazonas, David Almeida (Avante) quer buscar em Israel uma tecnologia para combater o tráfico de drogas no Amazonas. A proposta prevê o uso de câmeras capazes de identificar à distância a presença de armas, drogas e dinheiro dentro de veículos.
A ideia é instalar os equipamentos em pontos estratégicos de Manaus e usar os dados para orientar ações de inteligência e apreensões. Almeida também defende levar a tecnologia para o Rio Solimões, como ferramenta de enfrentamento ao tráfico pelas rotas fluviais.
A proposta do candidato é apostar em vigilância tecnológica e inteligência para tentar antecipar a movimentação do crime organizado, tanto nas ruas da capital quanto nos rios do interior.
Guardas municipais na luta

Além de tecnologia israelense, David Almeida aposta na integração das forças de segurança como parte da estratégia contra o crime organizado no Amazonas.
O candidato defende fortalecer as guardas municipais do interior e colocá-las para atuar de forma conjunta com o governo estadual.
A proposta vem acompanhada de uma crítica à distribuição do efetivo policial. Almeida questionou a quantidade de policiais cedidos à Assembleia Legislativa e defendeu que o Legislativo tenha uma estrutura própria de segurança, liberando policiais para o policiamento.
A ideia é ampliar a capacidade de resposta nos municípios sem depender exclusivamente do efetivo da Polícia Militar e da Polícia Civil.
Cidade faz do “C” sua nova marca

O governador Roberto Cidade (União Brasil) vai chegar à campanha pela reeleição com uma mudança de identidade eleitoral. O tradicional “RC”, usado desde sua primeira eleição para deputado estadual, em 2018, sai de cena. Entra apenas “Cidade”.
A nova marca será apresentada oficialmente na virada de sábado para domingo, quando o governador estará ao lado do vice, Serafim Corrêa (PSB), em um adesivaço simultâneo em três pontos de Manaus.
A letra “C” também ganha protagonismo. A campanha pretende associá-la a palavras como cuidado, coragem, competência, compromisso e confiança.
O governador quer transformar o próprio sobrenome em marca eleitoral. Sai o RC, entra o Cidade, e o “C” passa a carregar boa parte da comunicação da campanha.
Aziz começa prestigiando aliados

O senador Omar Aziz (PSD) escolheu um caminho diferente para a largada oficial da campanha ao Governo do Amazonas. Em vez de um evento próprio de lançamento, ele vai colocar o pé na estrada pontificando nos palanques dos aliados.
No domingo (16), primeiro dia oficial da campanha, Aziz começa em Manaus, onde acompanhará o lançamento da candidatura de Clóvis Curubão (PT) a deputado estadual. Depois, participa de uma atividade do deputado estadual Sinésio Campos (PT), candidato à reeleição.
À tarde, o destino será Parintins. Lá, Aziz participa do lançamento da campanha da deputada estadual Mayra Dias (PSD), que também busca a reeleição. O ato terá ainda a presença de Saullo Vianna (MDB) e do prefeito Mateus Assayag (PSD).
A coordenação da campanha considera que o lançamento da candidatura de Aziz já ocorreu na convenção partidária.
Maria do Carmo e o 22 no relógio

Maria do Carmo Seffair (PL) vai começar a campanha ao Governo do Amazonas do jeito que o marketing político gosta: com número e hora combinados.
A largada oficial será às 0h22 deste domingo (16), no bairro Dom Pedro, zona centro-oeste de Manaus. O horário foi escolhido para fortalecer o número 22, marca do PL nas urnas.
O endereço também tem memória eleitoral. Foi ali que funcionou o comitê de Maria do Carmo na campanha de 2024, quando ela disputou a vice-Prefeitura de Manaus na chapa de Alberto Neto, hoje candidato ao Senado.
O próprio Alberto Neto estará no ato, acompanhado de candidatos proporcionais, apoiadores e militantes do partido.
Os oito do MDB para a Câmara

O MDB do Amazonas chega à eleição de 2026 com uma nominata de oito candidatos a deputado federal e uma aposta de recuperar espaço na Câmara dos Deputados.
A lista tem Adail Filho, Saullo Vianna, Arthur Virgílio Neto, Jesus Alves, Vanda Witoto, Nathan Macena, Beth Docinho e Dra. Amanda Pinheiro.
A composição mistura dois deputados federais em busca da reeleição, um ex-prefeito e ex-senador, lideranças políticas do interior e nomes que tentam conquistar espaço na disputa proporcional.
O MDB não esconde a ambição e sua cúpula alardeia que trabalha com a possibilidade de eleger até três deputados federais.
Do milionário ao quase zero

Se a disputa eleitoral também tivesse ranking patrimonial, a chapa do MDB para deputado federal já teria um campeão disparado.
Jesus Alves declarou R$ 3,708 milhões em bens, liderando a lista dos oito candidatos do partido. Na outra ponta está Dra. Amanda Pinheiro, com declaração de apenas R$ 1.873,49. Entre os dois extremos, aparecem Adail Filho, Beth Docinho, Arthur Neto, Saullo Vianna, Vanda Witoto e Nathan Macena.
A relação completa fica assim: Jesus Alves, R$ 3,708 milhões; Adail Filho, R$ 2,037 milhões; Beth Docinho, R$ 913 mil; Arthur Neto, R$ 648,6 mil; Saullo Vianna, R$ 444,9 mil; Vanda Witoto, R$ 310 mil; Nathan Macena, R$ 300 mil; e Dra. Amanda Pinheiro, R$ 1.873,49.
Outro dado que chama atenção é Arthur Neto. O ex-prefeito e ex-senador declarou patrimônio 74,73% menor que o informado por ele na eleição para o Senado, em 2022.
Justiça Eleitoral analisa caso Caila

Há uma personagem que aparece na história da nominata do MDB, mas não está na lista dos oito candidatos: Caila Carim Belchior.
Ela havia sido aprovada na convenção do partido para disputar uma vaga de deputada federal, mas seu nome não foi incluído na relação encaminhada pelo MDB ao TRE-AM.
Caila tentou resolver a situação por conta própria e apresentou um pedido individual de registro. O problema foi o prazo. Segundo o Ministério Público Eleitoral, o edital com a nominata foi publicado em 28 de julho e o pedido individual deveria ter sido apresentado até 30 de julho. O protocolo, porém, ocorreu em 1º de agosto.
O MPE, por isso, opinou pelo indeferimento do registro por intempestividade. Mesmo sem Caila, a chapa do MDB foi considerada regular em relação à cota de gênero, com cinco homens e três mulheres.
Caila foi aprovada na convenção, mas ficou fora da chapa enviada pelo partido e perdeu o prazo para tentar o registro individual. A briga agora é pela validade da candidatura.










