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Omar Aziz apresenta plano de habitação com 40 mil casas e 200 mil títulos de imóveis

Foto: Divulgação

A falta de moradia adequada é um problema histórico no Amazonas, onde milhares de famílias convivem com a incerteza da posse da terra e a carência de saneamento básico. Em eventos políticos recentes, as propostas para reduzir o déficit habitacional voltaram ao centro dos debates estaduais. Lideranças locais reabrem a discussão sobre a capacidade real do poder público de transformar promessas de campanha em canteiros de obras.

O plano de governo apresentado pelo candidato Omar Aziz, do Partido Social Democrático (PSD), por meio do “Programa Amazonas Habitação”, prevê metas arrojadas para tentar amenizar a crise social. O diagnóstico do projeto calcula que o déficit habitacional do estado varia entre 145 mil e 200 mil moradias.

Para responder a essa demanda, a proposta prevê ações estruturadas ao longo de dez anos.

  • Construção ou contratação de 40 mil novas unidades habitacionais.
  • Regularização fundiária de 200 mil imóveis urbanos.
  • Urbanização de áreas precárias beneficiando 50 mil famílias.

Parcerias e locação social

A execução do programa depende da integração com o Governo Federal por meio do programa “Minha Casa, Minha Vida”, unindo o Ministério das Cidades, a Caixa Econômica Federal (CEF) e as prefeituras do interior. Outro braço do projeto é o “Locação Social Amazonas”, voltado a famílias com renda de até dois salários mínimos, oferecendo subsídios de até 80% do valor do aluguel para atender 5 mil famílias.

Durante o lançamento da candidatura do deputado estadual Wilker Barreto (PSD), no bairro Novo Aleixo, em Manaus, o candidato reuniu apoiadores como a postulante a vice-governadora Alessandra Campelo (PSD) e o senador Eduardo Braga, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). No encontro, o ex-governador relembrou os resultados de suas gestões passadas.

“Eu e o Eduardo já tivemos a oportunidade de governar o Amazonas e construímos mais de 60 mil casas. Veja nos últimos anos quantas casas esse governo construiu. Quem não quer ter uma moradia própria aqui? Todo mundo quer. Ninguém quer pagar aluguel nem morar de favor. Nós vamos voltar a construir casas e dar para o povo amazonense”, disse Omar Aziz.

Desafios da realidade amazônica

A política habitacional projetada reconhece que a titulação da terra é urgente. Hoje existem mais de 270 mil domicílios urbanos sem documentação regular no estado, condição que impede o acesso das famílias a linhas de crédito e a serviços básicos.

O plano, inserido no “Eixo 3 do Plano Estratégico de Desenvolvimento”, defende ainda a criação de habitações adaptadas para comunidades ribeirinhas, rurais e indígenas. O documento aponta que essa escolha “não é nostálgica nem conservadora. É tecnicamente fundamentada, economicamente racional e culturalmente respeitosa. Significa reconhecer que a diversidade territorial do Brasil exige diversidade de soluções habitacionais, e que a política pública que ignora essa diversidade desperdiça recursos e produz resultados inadequados”.

A cobrança da população

Apesar do detalhamento técnico apresentados nos papéis, a população e os analistas acompanham os anúncios com cautela. A viabilidade de projetos dessa escala exige recursos bilionários e uma gestão eficiente para superar burocracias históricas. O grande teste de qualquer plano habitacional no Amazonas é provar que as promessas apresentadas nos palanques conseguem virar tijolo, infraestrutura e dignidade na vida cotidiana das famílias.

 Fonte: ASCOM

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