
A 58ª Expedição promovida pela organização Expedicionários da Saúde (EDS), em parceria com a multinacional alemã ZEISS e o Ministério da Saúde (MS), concluiu uma grande ação de atendimento médico na floresta amazônica entre os dias 24 de julho e 1º de agosto. A força-tarefa atuou na área da Terra Indígena (TI) Andirá-Marau, localizada na fronteira entre o Amazonas (AM) e o Pará (PA), levando cuidados de alta precisão para as populações das etnias Sateré-Mawé e Hixkaryanas.
O trabalho conjunto contou com o suporte essencial da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AGSUS), do Distrito Sanitário Especial Indígena de Parintins (DSEI PIN), além de apoiadores locais, doadores e dos próprios moradores da comunidade da TI Andirá-Marau.
Tecnologia na floresta
A empresa ZEISS desempenhou papel central na viabilização das consultas e procedimentos oftalmológicos, disponibilizando equipamentos cirúrgicos e de diagnóstico idênticos ou superiores aos encontrados em grandes centros urbanos. A tecnologia permitiu aos médicos voluntários realizar intervenções com extrema precisão e segurança no meio da mata tropical.
Na área da saúde ocular, a iniciativa alcançou números expressivos.
- 131 cirurgias oftalmológicas concluídas com sucesso focadas no tratamento de catarata e pterígio.
- 413 consultas oftalmológicas especializadas direcionadas para triagem, acompanhamento e prescrição.
- Acesso direto a exames e procedimentos de alta complexidade em uma estrutura hospitalar móvel.
“Nossa missão é assegurar a melhor precisão visual em reprodutibilidade de resultados aos pacientes atendidos. Acreditamos que a inovação só alcança seu verdadeiro propósito quando transforma vidas. Ao apoiar esta expedição, contribuímos para ampliar o acesso à saúde ocular em comunidades indígenas, levando tecnologia, cuidado e esperança a quem mais precisa. Devolver a visão é também devolver autonomia, dignidade e novas perspectivas para o futuro”, destacou a responsável pelo setor socioambiental e de governança (ESG) da ZEISS no Brasil, Raquel Alvarez.
Balanço dos atendimentos
No total, o Complexo Hospitalar Móvel da expedição registrou cerca de 12 mil procedimentos executados, incluindo intervenções cirúrgicas gerais, exames laboratoriais e atendimentos odontológicos e clínicos para adultos e crianças da região.
A distribuição de todos os procedimentos realizados no acampamento médico abrangeu diferentes frentes especializadas.
- Oftalmologia em parceria com a ZEISS acumulou 131 cirurgias de catarata e pterígio e 413 consultas de visão.
- Outras cirurgias somaram 61 procedimentos, sendo 40 cirurgias gerais, 14 cirurgias pediátricas e 7 cirurgias ginecológicas.
- Atendimento odontológico contabilizou 270 consultas e 2.047 procedimentos bucais.
- Consultas médicas globais registraram 2.754 atendimentos cobrindo áreas como pediatria e ginecologia.
- Total geral da expedição somou 12 mil procedimentos e exames executados.
“Por trás destes números sabemos que existem pessoas, e o que mais importa para a EDS é o impacto social que geramos na vida delas e na terra indígena. Cuidar dos guardiões da floresta é fundamental para preservar a diversidade ambiental, cultural e as verdadeiras riquezas que existem na Amazônia”, comentou o presidente e fundador da EDS, Dr. Ricardo Affonso Ferreira.
Histórias de transformação
Os atendimentos prestados durante a missão mudaram a vida de diversos moradores. Um dos casos marcantes envolveu Zaqueu Michiles, de 25 anos, jovem indígena que recuperou a visão após passar por uma cirurgia de catarata traumática provocada por um choque elétrico. Em outro atendimento cirúrgico, a equipe médica removeu de uma criança de 9 anos um pedaço de fio dental que estava retido em seu olho há quatro anos.
Na frente dedicada à saúde da mulher, as atividades contaram com a presença da parteira local Dona Miriam, cujo nome de batismo é Miriam de Alencar Pereira. Com 40 anos de atuação na Ilha Michiles, ela auxiliou no acolhimento intercultural durante as consultas ginecológicas e nas rodas de conversa voltadas ao autocuidado feminino.
Logística e legado
A viabilização do Complexo Hospitalar Móvel e dos equipamentos fornecidos pelos parceiros exigiu o transporte de 20 toneladas de materiais por vias terrestres, fluviais e aéreas no encerramento do primeiro semestre. A força-tarefa mobilizou cerca de 90 profissionais voluntários, somados ao trabalho comunitário dos habitantes da Ilha Michiles, que construíram benfeitorias físicas destinadas a permanecer como legado definitivo para a população indígena local.
Em 23 anos de atuação, a EDS acumula o registro de 58 expedições realizadas, mais de 11 mil cirurgias concluídas, 80 mil atendimentos médicos e 170 mil exames prestados, mantendo sua posição como referência global de saúde voluntária em áreas isoladas.
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ASCOM: ZEISS










