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Ascensão de Roberto Cidade já leva pânico ao PSD do senador Omar Aziz

A nova pesquisa Projeta trouxe um dado que está sendo analisado com preocupação pelos estrategistas engajados na pré-campanha do senador Omar Aziz (PSD), de olho no governo estadual.

Omar aparece com 25,1% das intenções de voto, enquanto Roberto Cidade (União Brasil) registra 22,4%.

Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.

O detalhe é que Cidade alcança esse patamar sem sequer ter anunciado oficialmente candidatura ao governo, o que tira o sono dos estrategistas de Omar.

A pesquisa é vista como um sinal de alerta para os adversários de Cidade e uma demonstração de que o ex-presidente da Assembleia Legislativa já ocupa posição mais do que competitiva no cenário eleitoral.

Os que correm atrás

A pesquisa Projeta também mostra um quadro bastante fragmentado na disputa pelo Governo do Amazonas.

Omar Aziz lidera com 25,1%, seguido por Roberto Cidade com 22,4%. Logo atrás aparecem David Almeida, com 17,1%, e Maria do Carmo, com 16,2%.

A distância entre o primeiro e o quarto colocado é inferior a nove pontos percentuais, evidenciando que a corrida permanece aberta. Outro dado relevante é o universo de eleitores indecisos, além dos votos brancos e nulos, que juntos alcançam 19,2%.

Na rejeição, Cidade apresenta o menor índice entre os principais concorrentes, com 8,2%. Omar registra 20,4%, Maria do Carmo aparece com 17,5% e David Almeida lidera a rejeição com 29,7%.

União Progressista otimista

Wilson Lima – Foto: Divulgação

O ex-governador Wilson Lima é todo confiança no desempenho eleitoral da Federação União Progressista nas eleições de 2026.

A meta anunciada por ele é eleger pelo menos dois deputados federais pelo Amazonas, com possibilidade de alcançar uma terceira cadeira na Câmara dos Deputados.

Segundo WL, a projeção é um salto importante para o grupo político, que atualmente conta com apenas um representante na bancada federal amazonense.

O ex-governador atribui o otimismo à formação de uma chapa considerada competitiva e à presença de candidatos com viabilidade eleitoral em diferentes regiões do Estado.

PL com o cofre forte

O Tribunal Superior Eleitoral confirmou a distribuição dos R$ 4,9 bilhões do Fundo Eleitoral para las eleições de 2026.

Os cinco partidos que mais receberão recursos são o PL, com R$ 881,6 milhões, o PT, com R$ 615,3 milhões, o União Brasil, com R$ 526,2 milhões, o PSD, com aproximadamente R$ 420 milhões, e o MDB, com cerca de R$ 404 milhões. Juntos, esses partidos concentrarão uma parcela expressiva dos recursos públicos destinados às campanhas eleitorais. Confira aqui o link quanto recebe cada partido.

Ouro ilegal rende bilhões

Um estudo do Greenpeace acendeu mais um alerta sobre a dimensão econômica do garimpo ilegal na Amazônia.

A organização identificou um mecanismo que estaria permitindo a entrada de ouro de origem suspeita no mercado formal por meio das chamadas “licenças fantasmas”, autorizações minerárias concedidas para áreas onde não há qualquer evidência de atividade de extração.

Segundo o levantamento, entre 2018 e março de 2026, as permissões teriam sido utilizadas para dar aparência de legalidade a cerca de 26,8 toneladas de ouro, movimentando aproximadamente US$ 3,88 bilhões.

Grande parte das áreas analisadas está localizada próxima a terras indígenas e unidades de conservação da Amazônia.

Amazonas no centro da rota

Outro estudo, desta vez do Instituto Escolhas, mostra que a cadeia do ouro continua cercada por fortes suspeitas de ilegalidade. A pesquisa aponta que 94% do ouro brasileiro comprado pela União Europeia em 2023 pode ter origem em áreas de garimpo com alto risco de irregularidades localizadas principalmente no Amazonas e no Pará.

Somente Alemanha, Itália e República Tcheca importaram 1,5 tonelada do metal proveniente dessas áreas consideradas sensíveis. O volume representa cerca de US$ 78 milhões em negócios potencialmente ligados a operações ilegais.

O levantamento reforça uma constatação conhecida na Amazônia: o problema não termina na extração. Ele atravessa fronteiras e se transforma em uma questão internacional, envolvendo compradores, refinadores e sistemas de controle que ainda apresentam falhas significativas.

Fiscalização ineficiente

A diretora de Pesquisa do Instituto Escolhas, Larissa Rodrigues, resume um dos principais desafios do combate ao ouro ilegal quando afirma que ainda não existe um sistema eficiente que permita acompanhar o metal desde a origem até o comprador final.

Mesmo com avanços recentes, como a adoção de notas fiscais eletrônicas e mudanças nas regras de comercialização, o ouro continua passando por diversos intermediários antes de chegar ao mercado externo. Nesse percurso, sua origem frequentemente se perde.

Se os países importadores continuam adquirindo ouro de áreas classificadas como de alto risco, eles também financiam a destruição ambiental e a invasão de terras protegidas no Brasil, sobretudo na Amazônia.

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