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Novas leis prometem apertar o cerco mas setor de combustíveis ainda convive com velhos vícios

Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

O Instituto Combustível Legal (ICL) defende que os projetos de lei “399/25” e “109”, recentemente aprovados pela Câmara dos Deputados, avancem com rapidez no Senado Federal. Para a entidade, as propostas são complementares e fundamentais para endurecer o controle sobre o mercado brasileiro. A ideia é unir a atualização de multas com um monitoramento mais rigoroso da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), protegendo o bolso do consumidor e a concorrência justa.

O setor enfrenta desafios constantes com a sonegação e fraudes operacionais. Segundo o ICL, as medidas são essenciais para combater quem atua fora da lei e prejudica as empresas que seguem as normas vigentes.

Combate à defasagem

O “Projeto de lei 399” foca em corrigir o valor das penalidades aplicadas pela agência reguladora, que hoje são consideradas defasadas. Com o texto aprovado, o alcance da fiscalização será modernizado em áreas críticas da cadeia de produção e venda.

  • As multas para infrações já previstas em lei serão elevadas.
  • O texto passa a enquadrar de forma rígida o descumprimento de metas de descarbonização.
  • Haverá maior rigor na comprovação da mistura obrigatória de biocombustíveis.
  • A regulação ganha força para punir quem vende produtos de baixa qualidade que danificam motores.

Eficácia na fiscalização

Para Emerson Kapaz, presidente do ICL, o avanço dessa proposta dá uma resposta firme a práticas que lesam o Estado e a população.

“O avanço do PL 399 é importante porque atualiza instrumentos que estavam defasados e dá uma resposta mais firme a práticas que lesam o consumidor, enfraquecem a concorrência e comprometem a arrecadação pública”, afirma Emerson Kapaz.

Ele reforça que a proposta precisa seguir logo para o Senado para tornar a fiscalização mais íntegra.

Inteligência de dados

Já o “Projeto de lei 109” atua na inteligência e no compartilhamento de informações estratégicas. A proposta permite que as secretarias estaduais de Fazenda e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) troquem dados sobre a movimentação de cargas.

  • Cria uma base sólida para rastrear a entrada e saída de combustíveis em todo o país.
  • Ajuda a identificar com precisão os devedores contumazes e operadores irregulares.
  • Reduz brechas utilizadas por fraudadores para sonegar impostos.
  • Melhora o trabalho de inteligência regulatória através da circulação de informações.

Segurança do mercado

A análise da entidade aponta que a união dessas duas leis vai elevar a eficiência do combate ao crime organizado no setor. Emerson Kapaz destaca que o monitoramento preciso é o melhor caminho para identificar a circulação irregular de produtos.

“O PL 109 fortalece a capacidade de monitoramento da ANP e cria uma ferramenta importante para identificar com mais precisão práticas de sonegação e circulação irregular de combustíveis”, diz Emerson Kapaz.

Assim como ocorre com a outra proposta, a expectativa é de uma tramitação célere para garantir ganhos concretos no controle do setor de energia do Brasil.

ASCOM: Rodrigo Vieira Dutra

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