
A ocupação dos espaços públicos no coração da capital amazonense deixou de ser apenas uma promessa de revitalização para se tornar uma realidade vibrante aos domingos. O projeto “Faixa liberada” na avenida Getúlio Vargas completa cinco meses de atividades, provando que o manauara sente falta de opções de lazer que fujam do óbvio e integrem a história da cidade com o cuidado com a saúde.
Desde que foi inaugurada em 24 de agosto de 2025, a iniciativa transformou o cenário da zona Sul. O que antes era apenas um corredor de veículos e comércio frenético durante a semana, agora dá lugar a patins, bicicletas e aulas de ritmos. Mais do que esporte, o projeto devolve ao cidadão o sentimento de pertencimento a uma região que, por muito tempo, foi esquecida pelas opções de entretenimento familiar.
Democratização do esporte e lazer no centro
A adesão popular é o maior termômetro do sucesso dessa iniciativa. Segundo a Secretaria municipal de juventude, esporte e lazer (Semjel), o fluxo médio é de 20 mil pessoas por edição, atraindo moradores não apenas do Centro, mas também de bairros vizinhos que buscam uma alternativa mais próxima à tradicional Ponta Negra.
“A ‘Faixa liberada’ da Getúlio Vargas nasceu para democratizar o esporte e atrair o público manauara para o centro da cidade”, afirmou o secretário da Semjel, Joel Silva.
Para quem vive na região, a mudança no estilo de vida é evidente, pois permite que a prática de exercícios físicos aconteça “dentro de casa”, economizando tempo de deslocamento e valorizando o comércio local.
O papel do projeto Centro vivo na reestruturação urbana
A interdição temporária da avenida para o lazer não é uma ação isolada. Ela faz parte de um plano maior de resgate histórico e econômico da capital. A integração com o projeto “Centro vivo” mostra uma visão estratégica de urbanismo que busca equilibrar o fluxo comercial com a qualidade de vida.
Para garantir que a experiência seja positiva, a prefeitura tem reforçado as ações de zeladoria na região. Entre os pontos que garantem o funcionamento do projeto estão:
- Realização do “Mutirão no bairro” com serviços de infraestrutura e limpeza freqüentes.
- Apoio à assistência social e reestruturação das atividades para ambulantes e lojistas.
- Oferta de aulas gratuitas de dança e atividades recreativas para crianças.
- Segurança reforçada para garantir a tranquilidade dos freqüentadores.
Impacto social e bem-estar comunitário
O relato de moradores como Ana Monteiro de Paula resume o espírito da iniciativa. “Aqui eu danço, me exercito e aproveito o momento com tranquilidade”, afirmou Ana, que destaca a facilidade de acesso como o principal diferencial. Essa ocupação positiva ajuda a afastar a degradação urbana e traz uma nova camada de segurança pública através da presença constante das famílias.
Consolidar a “Faixa liberada” como um símbolo de um Centro mais vivo é um passo essencial para que Manaus continue crescendo sem dar as costas para suas raízes. Que os próximos meses tragam ainda mais modalidades e que o manauara continue ocupando o que é seu por direito.
ASCOM: Khamilly Fróes / Semjel










