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Documentário amazonense conquista prêmio nos Estados Unidos e leva a cultura indígena ao mundo

Foto: Divulgação

O curta-metragem documental “Bayaroá” ampliou sua trajetória internacional ao conquistar o prêmio “Award of Merit – Documentary Short”, na edição de junho de 2026 do Best Shorts Competition, nos Estados Unidos. A obra celebra a memória, a resistência cultural e a preservação dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas da Amazônia.

O lançamento oficial em Manaus ocorreu no dia 18 de junho no Cine Teatro Guarany. O documentário tem como protagonista o cacique Justino Pena, da comunidade Tukano, fundador do Espaço de Estudo da Língua Materna e Conhecimentos Tradicionais Indígenas Bayaroá.

A produção acompanha a trajetória de Justino Pena, nascido no Alto Rio Negro e depois radicado na capital amazonense, onde dedicou a vida a evitar o apagamento da língua materna, dos conhecimentos ancestrais e da identidade de seu povo em contexto urbano.

O filme dialoga diretamente com a pesquisa de doutorado de Fabienne Priscila em Estudos Culturais na Universidade de Aveiro, em Portugal. Ela assina a produção executiva da obra. Já o roteiro é de autoria de Eneida Afonso, que trabalha como assessora pedagógica da educação indígena.

Prêmios globais

A produção do Amazonas já alcançou reconhecimento em importantes festivais de cinema pelo mundo.

O documentário garantiu espaço nos seguintes circuitos:

  • Seleção Oficial no Tietê International Film Awards, no Brasil.
  • Seleção Oficial no Best Shorts Competition, nos Estados Unidos.
  • Indicação para Melhor Curta-Metragem Internacional no Swedish International Film Festival, na Suécia.
  • Menção Honrosa no East Village New York Film Festival, nos Estados Unidos.
  • Prêmios de Melhor Curta-Metragem Internacional e Melhor Direção no Reels International Film Festival, na Índia.

Visibilidade da floresta

Os resultados são celebrados por toda a equipe técnica e artística. O diretor Cleinaldo Marinho, premiado na Índia, reforça que os prêmios fazem o mundo perceber a relevância de proteger a história dos povos tradicionais.

“Dirigir Bayaroá é gratificante, sobretudo pelo desafio, e por conseguir fazer com que um trabalho coletivo possa enaltecer histórias como essa, que dialogam com a simplicidade, e assim a obra se torna grandiosa justamente por carregar sua essência e seu pertencimento cultural”, afirmou Cleinaldo Marinho.

A produtora executiva Fabienne Priscila aponta que ver um filme nascido em uma comunidade indígena urbana de Manaus alcançar o mundo prova o valor universal dessas narrativas.

“Cada prêmio conquistado por Bayaroá representa muito mais do que uma seleção ou premiação internacional. Eles simbolizam o reconhecimento da importância das narrativas indígenas produzidas na Amazônia e a valorização de histórias que, durante muito tempo, permaneceram à margem dos grandes circuitos audiovisuais”, declarou Fabienne Priscila.

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