
A integridade do processo democrático brasileiro ganhou um novo capítulo de fortalecimento nesta terça-feira. Durante a abertura do “Seminário da justiça eleitoral sobre segurança, comunicação e desinformação”, em Brasília, a ministra Cármen Lúcia defendeu a união estratégica entre as instituições para blindar o voto do cidadão. O evento ocorre na sede do Tribunal superior eleitoral (TSE) e conta com a participação direta de órgãos como a Polícia federal (PF) e o Ministério público federal (MPF).
“Não há um órgão que valha mais que o outro. Cada um tem suas atribuições, mas, quando atuamos em conjunto, ampliamos nossa capacidade de garantir um processo eleitoral íntegro” afirmou a ministra Cármen Lúcia.
A magistrada reforçou que o dever das instituições é assegurar a tranquilidade da sociedade e o pleno exercício da democracia.
O desafio tecnológico e logístico no estado do Amazonas
O Tribunal regional eleitoral do Amazonas (TRE-AM), com sede em Manaus, distante 3.490 quilômetros da capital federal, participa ativamente do encontro com especialistas das áreas jurídica, de comunicação e tecnologia. A realidade geográfica do estado impõe desafios únicos no combate às notícias falsas.
De acordo com João Carlos Carvalho, coordenador do Comitê de combate à desinformação do (TRE-AM), a resposta institucional precisa ser coordenada para ser eficiente. Ele destaca que as dificuldades logísticas da região, somadas ao uso intenso das redes sociais, tornam o Amazonas um terreno onde a desinformação pode se propagar rapidamente se não houver prevenção.
Inteligência artificial e o combate aos golpes digitais
Um dos pontos centrais do seminário é o uso de ferramentas tecnológicas para garantir a lisura do pleito. O “Sistema de alerta de desinformação eleitoral” (SIADE) foi destacado como uma peça fundamental para identificar conteúdos inverídicos produzidos por inteligência artificial.
O servidor Rodrigo Brandão, da área de tecnologia do (TRE-AM), apontou os principais riscos que o sistema visa neutralizar
- Uso de deepfakes: vídeos e áudios manipulados para enganar o eleitor com declarações falsas de candidatos.
- Ataques à honra: campanhas coordenadas de difamação nas redes sociais.
- Tentativas de phishing: golpes digitais criados para roubar dados e senhas de servidores e cidadãos.
- Propaganda irregular: monitoramento preventivo para assegurar que o equilíbrio entre os candidatos seja mantido.
Comunicação estratégica para falar com todos os públicos
Para enfrentar a desinformação, a justiça eleitoral aposta em uma comunicação mais próxima da realidade de cada cidadão. A assessora de comunicação do (TRE-AM), Alessandra Mourão, ressaltou que é preciso construir linguagens que dialoguem com diferentes plataformas e grupos sociais. O objetivo é fazer com que a informação oficial e confiável chegue mais rápido do que a mentira, especialmente no ambiente digital onde os boatos ganham força.
O seminário segue com oficinas e palestras até quinta-feira, focando no planejamento estratégico para as “Eleições 2026”. O foco total é garantir que a tecnologia seja usada a favor da transparência e que a segurança do processo eleitoral permaneça inabalável.
Serviço
- Evento: Seminário da justiça eleitoral sobre segurança, comunicação e desinformação.
- Local: Sede do Tribunal superior eleitoral (TSE), Brasília.
- Data: 27 a 29 de janeiro de 2026.
- Participação regional: Comitiva do Tribunal regional eleitoral do Amazonas (TRE-AM).
ASCOM










