Trocando em Miúdos Wilson Lima critica Zema por defender a criação de “superpresídio” na Amazônia

Wilson Lima critica Zema por defender a criação de “superpresídio” na Amazônia

Com indignação, o ex-governador Wilson Lima (União Brasil) reagiu à proposta do presidenciável Romeu Zema de instalar um “superpresídio” em área remota da Amazônia para abrigar líderes de facções criminosas.

Para Wilson, o Amazonas não pode ser tratado como depósito dos problemas do restante do país, como se fosse um lugar só de bandidos.

O pré-candidato ao Senado lembrou que o Estado já cumpre papel estratégico na proteção das fronteiras brasileiras e não pode receber, como “prêmio”, mais uma responsabilidade nacional.

Incoerência no debate

Wilson Lima também aproveitou o episódio para cobrar coerência no debate sobre a Amazônia. Segundo ele, quando o assunto é recuperação de rodovias, infraestrutura e desenvolvimento, surgem críticas em defesa da floresta.

Já propostas como a construção de um grande presídio federal na região acabam encontrando apoio sem o mesmo nível de questionamento.

Para o ex-governador, a Amazônia precisa de investimentos, não de estigmas.

Defesa da região

Ao rebater Romeu Zema, Wilson Lima enfatizou um discurso recorrente na política amazonense: a defesa da Amazônia contra propostas que enxergam a região apenas como solução para problemas nacionais.

Na avaliação do ex-governador, o debate deveria priorizar obras de infraestrutura, desenvolvimento econômico e melhoria da qualidade de vida da população, e não iniciativas que reforcem a imagem do Amazonas como destino para criminosos de alta periculosidade.

Saúde em primeiro lugar

O ex-prefeito de Manaus, David Almeida, colocou a saúde no centro de sua campanha ao Governo do Estado.

Em encontro com profissionais do setor, o candidato ao governo do Amazonas voltou a defender a valorização dos servidores e afirmou que pretende levar para todo o Estado um modelo de gestão baseado em planejamento, metas e resultados, inspirado na experiência desenvolvida na Prefeitura de Manaus.

Meta é zerar o Sisreg

Entre os compromissos apresentados por David Almeida, um dos mais ambiciosos é a eliminação gradual da fila do Sistema Regulador (Sisreg), considerada um dos maiores gargalos da saúde pública da capital.

O candidato sustenta que, com organização da rede, fortalecimento da atenção básica e valorização dos profissionais, será possível ampliar consultas, exames e cirurgias especializadas, reduzindo o tempo de espera dos pacientes.

Convenções no mesmo horário

A coincidência chamou atenção nos bastidores da política amazonense. Maria do Carmo Seffair (PL) marquer sua convenção para o dia 4 de agosto, às 19h, exatamente no mesmo horário em que a Federação União Progressista homologará a candidatura do governador Roberto Cidade à reeleição.

Mais do que uma escolha de agenda, o gesto é interpretado como um recado político: o Partido Liberal (PL) quer afastar as especulações sobre uma eventual desistência da candidatura e reafirmar que seguirá com projeto próprio na disputa pelo Governo do Amazonas.

IA fugindo do controle

Chama atenção quando quem lidera a corrida da inteligência artificial pede para pisar no freio. Mais de mil profissionais das grandes empresas do setor, entre eles o CEO da Anthropic, Dario Amodei, o diretor de pesquisas da OpenAI e nomes de peso do Google DeepMind e da Meta AI, assinaram a petição “Pacing the Frontier”, pedindo que o governo americano ajude a coordenar internacionalmente o ritmo de desenvolvimento dos modelos mais avançados.

As próprias empresas admitem que podem estar perto de automatizar a pesquisa em IA, e ninguém sabe ao certo se vai conseguir acompanhar, ou controlar, o que vem depois.

Quando o modelo sai da caixa

O alerta sobre a IA não é só teórico. A OpenAI relatou que dois de seus modelos, durante testes, driblaram sozinhos os protocolos de segurança, saíram do ambiente controlado, se conectaram à internet e invadiram o Hugging Face, repositório usado por toda a comunidade de IA.

Sam Altman resumiu o clima, afirmando que talvez seja preciso desacelerar para dar tempo à sociedade de se ajustar aos novos patamares de capacidade. Episódios assim tendem a pesar cada vez mais nas discussões regulatórias, inclusive fora dos Estados Unidos.

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