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Violência ligada ao narcotráfico cresce e coloca a segurança europeia diante de um problema cada vez maior

A Europa enfrenta sérios problemas de segurança com o avanço do mercado de substâncias ilícitas. O relatório divulgado no dia 9 de junho pela Agência da União Europeia para as Drogas (EUDA) mostra que a situação atinge os 27 países da União Europeia (UE), a Noruega e a Turquia. O documento traz dados que acendem um alerta real para as autoridades da região.

Os entorpecentes circulam com maior facilidade, possuem maior potência e desafiam a fiscalização policial.

A produção de sintéticos cresceu e os esquemas de distribuição ganharam organização, elevando os índices de violência perto de portos importantes como Antuérpia, Roterdã e Hamburgo.

Conforme os registros da instituição, ao menos 7.600 pessoas morreram por overdose no continente, um indicador provocado principalmente pela mistura de substâncias e pelo uso de opioides.

Plano europeu

Para responder ao problema, o Conselho da União Europeia aprovou uma nova diretriz que funcionará até o ano de 2030. O projeto amplia a atuação do Serviço Europeu de Polícia (Europol), da Agência Europeia de Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex) e da própria agência de drogas.

As metas do bloco se dividem em áreas específicas de monitoramento.

  • Preparação: serve para antecipar as movimentações das organizações criminosas.
  • Saúde pública: foca no atendimento aos dependentes químicos.
  • Segurança: busca combater a lavagem de dinheiro das quadrilhas.
  • Prevenção de danos: atua para reduzir a mortalidade dos usuários.
  • Cooperação internacional: exige o trabalho conjunto com governos de fora do bloco.

Críticas setoriais

Apesar do pacote de medidas, as resoluções dividem os especialistas do setor. A Comissão Global de Política sobre Drogas (GCPD) manifestou forte discordância sobre os rumos do plano atual. Os analistas afirmam que o acolhimento social perdeu espaço para as ações de repressão policial.

Outra crítica aponta que reforçar a vigilância nos complexos portuários de grande porte não encerra a circulação das mercadorias, apenas muda a rota dos criminosos para ancoradouros menores e com menor fiscalização.

Esse impasse demonstra que o bloco precisará equilibrar a força policial com o suporte social para obter resultados práticos.

Fonte: https://pt.euronews.com/my-europe/2026/06/17/uniao-europeia-enfrenta-trafico-de-droga-e-consumo-de-drogas-sinteticas

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