
Quando a força da natureza devasta cidades e destrói estabelecimentos comerciais, a agilidade do socorro financeiro determina se os negócios conseguirão reabrir as portas ou se encerrarão as atividades.
Na quarta-feira, 4/11, o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), anunciou a liberação de R$ 175 milhões em linhas de financiamento voltadas para socorrer empresas que sofreram prejuízos estruturais com os recentes temporais no estado.
O anúncio oficial ocorreu durante uma visita ao município de Maringá, localizado no noroeste paranaense, que foi duramente atingido por um tornado na madrugada de segunda-feira, 2/11.
Os recursos serão disponibilizados por meio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e da Fomento Paraná.
Recupera Sul no Paraná
A maior fatia do pacote orçamentário soma R$ 100 milhões que serão liberados pelo BRDE por meio da linha batizada de Recupera Sul.
Esse montante destina-se a financiar a reconstrução de empreendimentos situados em municípios que decretaram estado de calamidade pública após serem castigados por desastres climáticos.
As regras estabelecem o limite de até R$ 10 milhões por CNPJ para investimentos fixos, cobrindo a reforma de estruturas físicas e a compra de máquinas ou equipamentos danificados.
Para essa modalidade de reconstrução física, o prazo de quitação alcança até 120 meses, contando com um período de carência de até 12 meses.
Além disso, as empresas afetadas podem solicitar crédito para capital de giro associado à retomada dos trabalhos, com limite de até R$ 1,5 milhão, prazo de até 60 meses e carência de 12 meses.
A taxa de juros dessa linha fica em IPCA mais 7% ao ano, sendo que parte desses encargos financeiros será subsidiada pelo Governo do Paraná através do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE).
Crédito emergencial sem juros
Pensando no pequeno comerciante e no trabalhador autônomo que perderam tudo, o pacote traz um alívio direto dentro do programa Paraná Recupera Emergencial.
A Fomento Paraná ficará responsável pela operacionalização de R$ 75 milhões divididos em duas categorias operacionais.
A primeira é a linha Micro Emergencial, que conta com R$ 50 milhões dedicados exclusivamente a atender empreendedores informais, microempreendedores individuais (MEIs) e microempresas que apresentem faturamento anual de até R$ 360 mil.
Essa frente de apoio busca garantir o fôlego necessário para recompor estoques e retomar o atendimento aos clientes nas cidades atingidas.
As diretrizes estabelecidas para essa modalidade voltada aos menores negócios contemplam as condições listadas a seguir:
- Limite de crédito fixado em até R$ 20 mil por empreendimento.
- Cobrança com taxa zero de juros para quem mantiver as parcelas em dia.
- Atendimento direcionado a informais, MEIs e microempresas com faturamento até R$ 360 mil.
- Cobertura exclusiva para áreas com situação de emergência ou calamidade homologada.
Condições para médio porte
A segunda modalidade gerida pela Fomento Paraná dispõe de R$ 25 milhões e atende empresas de pequeno e médio porte que possuam faturamento anual de até R$ 16 milhões.
Nessa categoria, o limite de crédito alcança até R$ 250 mil por empresa, oferecendo uma taxa fixa de 4,22% ao ano para os pagamentos mantidos em dia.
O prazo total de parcelamento chega a até 60 meses, com prazo de carência de até seis meses antes do início dos pagamentos.
Tanto na linha micro quanto na de médio porte, a liberação dos valores exige que o município de origem tenha situação de emergência ou estado de calamidade pública devidamente decretado e homologado pelo governo estadual.
Cabe agora acompanhar a velocidade na entrega das verbas na ponta, garantindo que a burocracia bancária não atrase a reconstrução das cidades e a recuperação dos empregos no Paraná.










