Cultura Terreiro de Candomblé reabre em Manaus com cerimônia conduzida por liderança religiosa...

Terreiro de Candomblé reabre em Manaus com cerimônia conduzida por liderança religiosa da Bahia

Babá Pecê de Oxumarê, Izabel de Oyá e Pai Alex Oxoguian – Foto: Divulgação/ ASCOM

O terreiro de Candomblé Ilê Asé Oyá Topé, localizado na Rua da Floresta, Nº 62, no bairro Tarumã-Açu, na Zona Oeste de Manaus, reabre suas portas no próximo sábado, 31 de outubro, às 21 horas. A solenidade marca o início de uma nova fase religiosa para a comunidade de matriz africana no Amazonas e conta com a condução dos ritos sagrados pelo babalorixá Babá Pecê de Oxumarê, autoridade máxima da tradicional Casa de Oxumarê, situada na Bahia.

A cerimônia oficializa a posse do novo dirigente da casa sagrada, Pai Alex Oxoguian, que também celebra 21 anos de sua iniciação religiosa. O sacerdote assume o comando do espaço e dá continuidade ao trabalho desenvolvido por sua mãe biológica, a Ialorixá Izabel de Oyá, falecida no ano de 2025. A retomada das atividades públicas ocorre após a conclusão dos ritos fúnebres conhecidos como axexê, cerimônias tradicionais que honram a memória dos ancestrais.

Neste novo ciclo, a chegada de uma das maiores autoridades do país fortalece a ligação entre os terreiros amazonenses e os centros históricos de fé do Nordeste. Pai Alex Oxoguian afirma que a vinda do líder baiano garante a condução dos ritos necessários para a continuidade das atividades da casa. O momento também incentiva a reflexão sobre o reconhecimento das autoridades tradicionais e a proteção dos terreiros como patrimônios vivos da cultura brasileira.

Presença da Casa Oxumarê

A presença de Babá Pecê de Oxumarê traz a Manaus a história de uma das instituições mais antigas e respeitadas do Candomblé nacional. Fundada há cerca de 190 anos, a Casa de Oxumarê é reconhecida formalmente como Patrimônio Cultural Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

O espaço baiano destaca-se na preservação da memória, dos costumes ancestrais e das práticas comunitárias que sustentam o povo de santo no Brasil. A trajetória dessa casa histórica reflete a resistência secular das comunidades tradicionais contra o racismo, a discriminação e os atos de intolerância religiosa.

Legado de Mãe Izabel

A história do Ilê Asé Oyá Topé entrelaça-se com os mais de 45 anos de dedicação da Ialorixá Izabel de Oyá à vida religiosa no Amazonas. A liderança comunitária começou sua caminhada em 1977, quando inaugurou o Terreiro de Ogum Rompe Mata, no bairro Alvorada. Anos mais tarde, em 1992, a sacerdotisa fundou o Ilê Asé Oyá Topé, expandindo o atendimento espiritual e acolhendo centenas de filhos de santo.

Com o crescimento da comunidade, o imóvel original na Alvorada tornou-se pequeno para as cerimônias. Seguindo as orientações ritualísticas dos Orixás, a mãe de santo transferiu o terreiro para o bairro Tarumã-Açu, onde a estrutura opera atualmente sob o comando de seu filho.

Informações sobre o evento

A comunidade religiosa e o público em geral podem acompanhar a solenidade respeitando as tradições da casa.

  • O evento de reabertura do Ilê Asé Oyá Topé ocorre no dia 31 de outubro de 2026, sábado
  • A celebração religiosa e os ritos de posse começam a partir das 21 horas
  • O endereço do terreiro é na Rua da Floresta, número 62, no bairro Tarumã-Açu, em Manaus

Fonte: ASCO M | Ilê Asé Oyá Topé

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.