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Rosa Malagueta leva oficina de arte e acolhimento a mulheres em situação de vulnerabilidade em Manaus

Fotos: Divulgalçao/ ASCOM

A atriz Rosa Malagueta encerrou as atividades do projeto “Maria Não É Penha, Mas Lalau É Réu” com a realização da oficina artística “Corpo-História transformando vivências em arte”. O encontro ocorreu no Lar Batista Janell Doyle, localizado no bairro Mauazinho, na zona leste de Manaus, com programação dedicada ao público interno da instituição.

O projeto conta com o fomento da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a conhecida Lei Rouanet, além do patrocínio do Banco da Amazônia e realização do Ministério da Cultura. Conduzida por Rosa Malagueta, a atividade utilizou diferentes linguagens artísticas para estimular a expressão individual e coletiva dos participantes a partir de memórias, sentimentos e experiências de vida.

A ação priorizou mulheres jovens e adultas em situação de vulnerabilidade social ou com histórico de violência, oferecendo um espaço seguro de acolhimento, escuta e criação por meio da arte.

Arte e vivências pessoais

A atriz ressaltou a importância de criar um ambiente de troca e sensibilidade para o desenvolvimento das atividades.

“Esta oficina é um espaço de escuta e criação onde cada história de vida ganha contornos visuais, cênicos e poéticos. Um convite para olhar para as suas próprias vivências, memórias e afetos, transformando a sua trajetória única em expressão artística autêntica”, explicou Rosa Malagueta.

A artista destacou ainda que a proposta busca reconhecer as experiências pessoais como fonte para a criação cênica, permitindo novas formas de elaborar e compartilhar esses relatos.

“Acreditamos que todo indivíduo carrega uma bagagem rica de histórias prontas para serem contadas. Nesta oficina, usamos diferentes linguagens artísticas como ferramenta para ressignificar memórias, dar forma às emoções e compartilhar vivências de maneira colaborativa e criativa”, completou a atriz.

Cidadania e acolhimento social

A escolha do Lar Batista Janell Doyle para sediar a iniciativa relaciona-se ao trabalho desenvolvido pela instituição no acolhimento e na garantia de direitos de pessoas em situação de vulnerabilidade. A produtora do projeto, Rafaela Guimarães, avalia que a aproximação entre o teatro, a cidadania e a assistência social amplia o potencial de transformação proporcionado pela cultura.

“Por se tratar de um espaço de acolhimento focado na garantia de direitos, no afeto e na reconstrução de laços de crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade, o teatro entra na programação do Janell Doyle não apenas como arte, mas como uma ferramenta de cidadania, expressão e ressignificação”, afirmou a produtora.

Segundo Rafaela Guimarães, a prática teatral também contribui para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais importantes, tais como:

  • O exercício da empatia entre os participantes;
  • A prática da escuta ativa nos encontros;
  • O fortalecimento do trabalho em equipe.

Ao transformar memórias em linguagem cênica, a atividade busca fortalecer a autoestima dos participantes, estimular a elaboração de conflitos e ampliar perspectivas de futuro através da cultura.

Estrutura do projeto cultural

Idealizado e protagonizado por Rosa Malagueta, o projeto “Maria Não É Penha, Mas Lalau É Réu” tem produção de Rafaela Guimarães e direção artística de Wallace Abreu. A iniciativa desenvolve ações que articulam a arte, a reflexão social e o enfrentamento da violência contra a mulher.

Antes da atividade no Lar Batista Janell Doyle, as primeiras ações da iniciativa ocorreram no início do mês na rede escolar. Os encontros atenderam alunos da Escola Estadual Antísthenes Pinto, no bairro Cidade de Deus, e da Escola Estadual Dom Milton Corrêa Pereira, localizada no bairro Monte das Oliveiras.

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