
A entrega da lista do Tribunal de Contas da União ao Tribunal Superior Eleitoral acendeu um alerta no Amazonas.
São 453 gestores públicos amazonenses com contas julgadas irregulares pelo TCU, número que coloca o estado entre os que terão uma atenção especial no período eleitoral.
Dentre os complicados, aparecem Manoel Adail Pinheiro, atual prefeito de Coari; Mecias Pereira Batista, ex-prefeito de Barreirinha; Nonato do Nascimento Tenazor, ex-prefeito de Atalaia do Norte, e Raylan Barroso de Alencar, ex-prefeito de Eirunepé.
O documento do TCU servirá de subsídio para que a Justiça Eleitoral analise, caso a caso, os pedidos de registro de candidaturas pertinentes às eleições deste ano.
Leia a lista dos 453 complicados aqui: Lista-TSE-gestores-Amazonas.csv
Bola com o TCE-AM

Depois da lista do TCU, agora é a vez do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) fechar o cerco contra os maus gestores.
A Corte estadual concluiu a relação dos gestores com contas irregulares que será enviada ao TRE-AM na próxima semana. O documento reúne apenas casos com decisões definitivas, sem possibilidade de recurso, e em que houve condenação ao ressarcimento de recursos públicos.
Embora tenham a mesma finalidade de subsidiar a Justiça Eleitoral na análise dos pedidos de registro de candidatura, a lista do TCE-AM não é a mesma do TCU. São cadastros distintos, elaborados por tribunais com competências diferentes. Um mesmo gestor pode aparecer nas duas relações, em apenas uma delas ou em nenhuma, conforme a origem das contas analisadas.
Com isso, o pente-fino sobre quem pretende disputar as eleições ganha mais uma ferramenta de controle. Primeiro veio a lista federal; agora, chega a estadual. E, juntas, elas ampliam o raio de fiscalização sobre os candidatos que pretendem voltar às urnas.
Prefeito do PSD apoia Cidade

A campanha ainda nem começou oficialmente e já há baixas importantes no palanque de Omar Aziz.
O prefeito de Manicoré, Lúcio Flávio, filiado ao PSD, decidiu atravessar a rua e declarou apoio à reeleição do governador Roberto Cidade, do União Brasil.
O gesto tem peso porque parte de um prefeito do partido que lançou Omar ao Governo do Amazonas.
Martelo batido no União Brasil

Depois de dias de especulações sobre uma possível mudança de rota, a direção nacional do UB resolveu encerrar os rumores. Wilson Lima é candidato ao Senado.
E mais: a chapa já chega completa, com Luís Mário Bonates (Bonatinho) confirmado como primeiro suplente e Babá Tupinambá como segundo.
De repente, Bronze virou Toniza

Depois de anos sendo conhecido politicamente como Alessandro Bronze, o primeiro suplente do Capitão Alberto Neto (PL), resolveu mudar para Alessandro Toniza. O Bronze desapareceu da urna.
Oficialmente, trata-se apenas da adoção de outro sobrenome da família. Politicamente, porém, a mudança desperta inevitáveis interpretações, sobretudo porque ocorre no momento em que Alessandro passou a ser alvo de críticas e de questionamentos públicos.
Bronze é alvo de mais de 50 processos judiciais.
Há quem diga que uma boa pintura resolve qualquer problema, mas na política parece que trocar de nome também pode entrar no catálogo de soluções.
Comércio cobra respeito às regras

A Associação Comercial do Amazonas (ACA) decidiu colocar um freio na tentativa de ressuscitar a chamada “taxa seca”.
Ao acionar a Antaq, a entidade lembrou o óbvio: existe uma decisão da própria agência suspendendo a cobrança até nova deliberação.
Se a regra continua valendo, não faz sentido anunciar uma tarifa baseada em previsões futuras, quando as condições estabelecidas pelo órgão regulador ainda nem ocorreram.
O setor produtivo cobra segurança jurídica. Afinal, logística cara já é um problema permanente da Zona Franca de Manaus. Criar custos antecipados, antes mesmo da autorização regulatória, só amplia a insegurança.
A taxa antes da seca
O Rio Negro ainda está acima do nível definido pela Antaq. Mas algumas empresas já decidiram agir como se a estiagem extrema fosse fato consumado.
Ainda bem que a reação da ACA foi rápida: pediu fiscalização, notificações e o cumprimento da decisão que continua suspendendo a cobrança da “Low Water Surcharge“.
Segundo o comércio, não cabe transformar previsão meteorológica em boleto. Se a Antaq estabeleceu critérios objetivos para eventual cobrança, o mercado espera que eles sejam respeitados por todos.
Daciolo entra no jogo

O tabuleiro eleitoral amazonense ganhou mais um personagem conhecido nacionalmente.
O Mobilização Nacional (Mobiliza) homologou a candidatura do ex-deputado federal e ex-presidenciável Cabo Daciolo ao Governo do Amazonas.
Sem coligação, o partido aposta em um nome de forte apelo junto ao eleitorado evangélico e conhecido pelo estilo contundente que marcou sua campanha presidencial de 2018.
Com Daciolo na disputa, a corrida ao Governo ganha mais um ingrediente e amplia o número de vozes no debate eleitoral amazonense.










