
Um estudo recente da TransUnion revela que a Geração Z representa a faixa etária mais vulnerável a perdas financeiras causadas por fraudes digitais. De acordo com o levantamento, 39% dos entrevistados dessa geração disseram ter perdido dinheiro com golpes via e-mail, sites, telefone e mensagens de texto no último ano.
O índice fica bem acima da média global de 26% registrada entre os consumidores pesquisados em 18 países e regiões. No Brasil, o indicador também chama atenção, com 33% dos jovens da Geração Z relatando prejuízos financeiros por fraudes, a maior proporção entre todas as faixas etárias, frente a uma média nacional de 24%.
Falsa segurança dos nativos
Crescer utilizando a internet, redes sociais e aplicativos desde a infância não tornou os consumidores mais jovens imunes a golpes virtuais. O resultado contraria a ideia difundida de que indivíduos nascidos no ambiente digital estariam naturalmente protegidos ou mais capacitados para identificar armadilhas online. Na prática, a convivência diária com a tecnologia produz um efeito inverso.
A Geração Z figura entre os grupos de maior atividade na rede. Seus integrantes realizam compras virtuais, movimentam aplicativos de pagamento, passam horas em redes sociais, jogam em plataformas digitais e gerenciam tarefas cotidianas pelo celular. Essa frequência elevada de interações amplia a exposição e multiplica as oportunidades para a atuação de criminosos.
Golpes baseados em confiança
Entre as modalidades de fraude em que a Geração Z relatou perdas financeiras, destaca-se a fraude baseada em confiança. Os enganos praticados por vendedores terceiros em plataformas legítimas de e-commerce somam 27% dos relatos.
Outra ocorrência frequente envolve o chamado golpe da conta laranja, situação em que o usuário permite o uso de sua conta bancária para transações de terceiros, muitas vezes sem compreender os riscos reais e as implicações legais envolvidas.
O Head de Soluções de Prevenção a Fraudes da TransUnion Brasil, Wallace Massola, pontua que o domínio tecnológico não garante proteção efetiva contra a ação dos golpistas.
“Os golpes estão mudando. Muitos fraudadores deixaram de tentar invadir sistemas e passaram a investir em estratégias que exploram a confiança das pessoas. Eles utilizam mensagens, ofertas, abordagens em redes sociais e contatos que parecem legítimos para convencer a vítima a compartilhar informações ou tomar uma ação”, afirma Massola.
Mudar foco da proteção
A sofisticação dos mecanismos de fraude exige soluções que ultrapassem o conhecimento técnico individual do usuário.
“Hoje, os golpes mais bem-sucedidos não são necessariamente os mais complexos do ponto de vista tecnológico. Muitas vezes, são os que conseguem parecer verdadeiros. Por isso, proteção depende cada vez mais de uma combinação entre educação digital, tecnologia e mecanismos capazes de identificar comportamentos de risco ao longo da jornada online”, explica Wallace Massola.
Os dados confirmam uma tendência observada em escala global, na qual a fraude digital se concentra na exploração da confiança. Em vez de focar apenas em falhas de sistemas ou dispositivos, os criminosos induzem as próprias vítimas a fornecer dados, autorizar transferências ou conceder acessos.
A compreensão do comportamento das diferentes gerações no ambiente virtual torna-se indispensável para que empresas, plataformas e consumidores consigam mitigar riscos.
Pilares para prevenir perdas
Para auxiliar as corporações na mitigação desses riscos, a TransUnion Brasil estrutura sua atuação preventiva em quatro pilares complementares.
- Autenticações invisíveis;
- Inteligência antifraude;
- Know Your Customer (KYC), compliance, Prevenção à Lavagem de Dinheiro (PLD) e análises reputacionais;
- Enriquecimento e dados para validação.
Essas ferramentas funcionam em camadas decisórias que auxiliam as empresas a diminuir incidentes de fraude, atender às exigências regulatórias, aprimorar a qualidade das informações e proteger a navegação do cliente em todas as etapas da jornada.
Dados da pesquisa global
As conclusões da TransUnion têm como base uma pesquisa global realizada com 12 730 consumidores em 18 países e regiões, aplicada entre 20 de novembro e 9 de dezembro de 2025, cujos detalhes constam na página 42 do documento, combinada a dados das soluções antifraude da própria instituição. No Brasil, o estudo ouviu 1 000 pessoas no período de 20 de novembro a 5 de dezembro de 2025.
O levantamento traz recortes específicos de diversos países e regiões.
- África do Sul, Botsuana, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador e Espanha.
- Estados Unidos, Filipinas, Guatemala, Honduras, Hong Kong, Índia, México, Namíbia e Nicarágua.
- Porto Rico, Quênia, Reino Unido, República Dominicana, Ruanda e Zâmbia.
As informações e análises completas sobre o mercado internacional foram disponibilizadas na Atualização do TransUnion H1 2026 para o Relatório de Principais Tendências de Fraude.
Presença da TransUnion Brasil
Com ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE: TRU), a TransUnion opera como uma empresa global de informações e insights. A companhia conta com mais de 13 000 colaboradores atuando em mais de 30 países e territórios.
Sob o conceito de Information for Good, traduzido como Informação para o Bem, a empresa busca assegurar que cada indivíduo seja representado com precisão no mercado, oferecendo uma visão multidimensional dos consumidores para gerar oportunidades econômicas e empoderamento pessoal.
O Banco Central do Brasil (BCB) autorizou a TransUnion a operar como birô de crédito no mercado nacional em 2022, após uma década de prestação de serviços no país.
A instituição investe em tecnologias de gestão de risco, prevenção a perdas e análises avançadas para garantir transações seguras entre empresas e clientes.
Para mais informações, visite: www.transunion.com.br









