
O vice-governador Tadeu de Souza já não esconde de ninguém que está em modo pré-campanha total para 2026. Reforça discurso, alinha base e, sobretudo, se posiciona dentro da federação União Progressista como quem quer ocupar o espaço antes que outro ocupe.
Nos bastidores, o entusiasmo cresce na mesma medida em que a federação — sob a batuta de Wilson Lima — segue indefinida.
Tadeu acelera, mas ainda depende do semáforo verde de Lima.
Nada de romper pontes
Ao mesmo tempo em que reafirma a pré-candidatura, Tadeu faz questão de não romper pontes com Wilson Lima — pelo contrário. O discurso é de lealdade absoluta: “onde ele estiver, eu estarei”.
Na prática, o vice joga em duas frentes: se cacifa como opção do grupo e evita qualquer movimento que possa tirá-lo do jogo antes da hora. Política raiz, com cálculo e paciência.
Secretários deixam cargos

O secretariado do governador Wilson Lima já começa a se mexer como quem ouviu o apito inicial da eleição de 2026. Pelo menos três nomes devem deixar o primeiro escalão para disputar vaga na Assembleia Legislativa.
Entre os que já se colocam no tabuleiro estão Joana Darc, Marcellus Campêlo e Coronel Vinícius. O movimento indica que o governo começa a trocar gestão por estratégia eleitoral. Todo mundo assanhado.
Jussara e Jalil na corrida
E a fila de secretários assanhados por eleições pode aumentar. Nos corredores do Palácio da Compensa, os nomes de Jussara Pedroso e Jalil Fraxe ganham força como possíveis candidatos.
Se confirmadas as saídas, o governo entra naquela fase clássica: menos técnica, mais política e com o olho já totalmente voltado para as urnas de 2026.
Rozenha quer ser presidente da Aleam

O deputado Ednailson Rozenha mal chegou ao novo grupo político e já mira alto: a presidência da Assembleia Legislativa.
Não é um cargo qualquer. A Aleam tem um dos orçamentos mais robustos do Estado, o que transforma a cadeira em peça-chave de poder.
Se Omar Aziz virar governador, Rozenha quer sentar na cadeira mais estratégica do Legislativo e gerenciar um cofre nada modesto.
David, o interior e a “piada”

O prefeito David Almeida resolveu tratar as pesquisas eleitorais como humor político. Disse que, se serve como piada, “está de bom tamanho”.
Mas, curiosamente, logo depois da ironia, anunciou que vai rodar o interior do Estado. Não é coincidência, pois na política, até piada tem roteiro.
Singrar os rios agora
Ao afirmar que ainda nem “atravessou a ponte Rio Negro” para fazer campanha, David praticamente admitiu o óbvio: sua candidatura ainda não saiu de Manaus.
Agora, com a agenda no interior, o prefeito tenta corrigir isso, porque eleição no Amazonas não se ganha só na capital. E, ao que tudo indica, a tal “piada” começou a incomodar o dono do Avante.










