
Em sabatina transmitida pela TV Amazonas, o candidato ao Governo do Estado do Amazonas, Omar Aziz (PSD), apresentou suas diretrizes centrais de governo. O postulante sustentou a tese de que o nó da saúde pública amazonense reside na eficiência administrativa, e não na escassez de orçamentos. A estratégia inicial prevê uma força-tarefa imediata para combater a morosidade acumulada no programa Sistema de Regulação (SISREG).
A iniciativa propõe parcerias diretas com hospitais, clínicas e laboratórios da rede privada para absorver a demanda reprimida de exames, consultas e procedimentos cirúrgicos. O foco declarado é garantir atendimento ágil e evitar que diagnósticos precoces se transformem em quadros gravíssimos por falta de intervenção no tempo correto.
A disputa contra o tempo nos hospitais
Entre as mudanças operacionais, Omar Aziz anunciou a intenção de encerrar os contratos mantidos com Organizações Sociais de Saúde (OSS) nas unidades de urgência e emergência mantidas pelo Estado. A proposta prevê que o Poder Público reassuma a administração direta dessas estruturas, com meta focada na resolutividade dos casos clínicos.
Na visão do candidato, a mecânica atual das “OSS” estabelece teto de atendimentos dentro da rede vinculada ao Sistema Único de Saúde (SUS), gerando gargalos que atrasam condutas médicas essenciais. Para ilustrar o drama vivenciado pela população, ele citou a rotina de pacientes ortopédicos nos prontos-socorros:
“Você entra no pronto-socorro todo quebrado. Lá você é estabilizado, mas precisa fazer uma cirurgia. Aí você vai para a cirurgia. Depois de um ano, um ano e meio, você não consegue fazer a cirurgia. Você fica com o braço ou com a perna… perde uma parte do corpo, fica com aquela deficiência. Só que, para você fazer uma cirurgia depois, você tem que quebrar o braço novamente. A pessoa não vai mais. Porque não foi feita na hora certa”, explicou Omar Aziz.
A transição desse modelo de gestão traz interrogações sobre a capacidade de resposta imediata do Estado. Se por um lado a gestão pública direta centraliza o comando, por outro exige musculatura burocrática para manter o abastecimento contínuo de insumos e a escala de profissionais sem interrupções.
O nó da segurança e das fronteiras
Na área de segurança pública, tratada pelo candidato como prioridade máxima ao lado da saúde, a promessa inclui a convocação de aprovados nos concursos remanescentes da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) e da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). Há também a previsão de um novo certame público para o preenchimento de 5 mil vagas.
O combate ao crime organizado e ao narcotráfico na calha dos rios e zonas fronteiriças recebeu destaque central na fala do candidato, que ressaltou a vulnerabilidade geográfica do estado:
“O Amazonas é um dos maiores corredores de drogas do mundo, porque ela sai do Peru, da Colômbia e passa por aqui”, afirmou Omar Aziz.
Diante desse cenário, a proposta defende a integração operacional entre os governos Federal, Estadual e municipais, articulada com a presença ostensiva das Forças Armadas, envolvendo Marinha, Aeronáutica e Exército:
“Se a gente sabe por onde passa, é preciso que os governos Federal, Estadual e Municipal se unam em torno disso. E aí tem que buscar todos os meios que nós temos: as Forças Armadas, Marinha, Aeronáutica e Exército. Porque se trata de soberania nacional. É a nossa soberania que está sendo exposta e destruída”, enfatizou Omar Aziz.
Fonte: ASCOM | Marhia Edhuarda Bessa










