Política Sem justificativas, TSE adia julgamento sobre cassação de mandato em Roraima

Sem justificativas, TSE adia julgamento sobre cassação de mandato em Roraima

Tribunal presidido por Cármen Lúcia retirou da pauta análise de recurso contra condenação de governador e vice por abuso de poder político e econômico

Presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia - Foto: Divulgação: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Sem apresentar justificativas, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, retirou da pauta o julgamento que pode cassar o mandato do governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), e do vice-governador, Edilson Damião (Republicanos).

O julgamento estava previsto para ser retomado na noite desta última terça-feira, 20, em Brasília. O órgão deveria analisar um recurso contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR).

A decisão cassou, em janeiro deste ano, os mandatos do governador e do vice-governador por abuso de poder político e econômico nas eleições passadas. Conforme o TRE-RR, Denarium e Damião usaram a máquina pública para obter vantagens na disputa.

Cidades de Roraima receberam R$ 70 milhões

A Justiça Eleitoral estadual entendeu que houve abusos relacionados principalmente à criação de benefícios sociais em ano eleitoral. No despacho, a Corte cita o programa Cesta da Família (transferência de renda e distribuição de cestas básicas) e o Morar Melhor (reforma de moradias).

Os magistrados entenderam que as iniciativas do governo, no início de 2022, evidenciaram uma “tentativa de burla à lei”. Acrescentaram que as transferências de recursos para alguns municípios, no valor de R$ 70 milhões, apresentaram procedimentos atípicos.

O governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), responde por abuso de poder político e econômico | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

TSE deve analisar repasse de verbas

A Justiça se referiu, especificamente, ao dinheiro enviado às cidades por meio de decreto de emergência. O Estado de Roraima, à época, usou como argumento a necessidade de combater os efeitos das chuvas na região.

Conforme a defesa do governador e de seu vice, o repasse de dinheiro para os municípios ocorreu de acordo com a lei. Os advogados sustentaram, por fim, que ações não configuram caráter eleitoreiro.

Fonte: https://revistaoeste.com/politica/sem-justificativas-tse-adia-julgamento-sobre-cassacao-de-mandato-em-roraima/

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