Transportes Radares começam a multar em fevereiro e colocam motoristas em alerta

Radares começam a multar em fevereiro e colocam motoristas em alerta

Foto: João Viana/Semcom

A instalação de novos radares em Manaus sempre desperta debates acalorados entre os motoristas, mas a realidade dos números e a segurança viária impõem uma reflexão necessária. Nesta quarta-feira, 28/1, a Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), realizou uma ação estratégica na avenida Max Teixeira. O objetivo foi claro, educar antes de punir, focando nos equipamentos que começam a multar oficialmente a partir do dia 1º de fevereiro.

Mais do que apenas dispositivos de controle, esses 34 novos radares representam uma barreira técnica contra a imprudência. A escolha dos pontos não é aleatória, mas fruto de estudos que identificam locais onde o excesso de velocidade e o avanço de sinal vermelho já custaram vidas ou causaram danos irreversíveis.

Tecnologia a serviço da segurança viária

A modernização do trânsito na capital amazonense vai além da simples aplicação de multas. A estratégia envolve diferentes tipos de tecnologia para organizar o fluxo crescente de veículos na zona Norte e em vias estratégicas da cidade. Entre os destaques da nova fiscalização estão os seguintes pontos:

  • Radares de velocidade: instalados em trechos com histórico de abusos, com limites que variam entre 40 km/h e 60 km/h conforme o fluxo da via.
  • Fiscalização de avanço de sinal: equipamentos voltados para coibir uma das infrações que mais gera acidentes fatais em cruzamentos.
  • Lombadas eletrônicas: redutores eficazes para garantir que o motorista respeite a velocidade em áreas de grande circulação de pedestres.
  • Detectores de eixo: tecnologia essencial para restringir o tráfego irregular de veículos pesados em vias que não suportam tal carga, preservando o asfalto e a fluidez.

“Toda implantação, seja de sinalização ou de fiscalização eletrônica, tem um único propósito, garantir mais segurança para condutores e, principalmente, para os pedestres”, afirmou o vice-presidente de trânsito do IMMU, Leda Júnior.

A educação como pilar da mudança no trânsito

É compreensível que exista resistência, mas a aprovação de quem vive o dia a dia das ruas, como o motorista de aplicativo Alcivam Otávio, mostra que a percepção está mudando. Quando a prefeitura ocupa as vias com equipes de educação para distribuir material informativo e tirar dúvidas, ela humaniza o processo de fiscalização.

O foco no avanço do sinal vermelho é uma medida urgente. Segundo o educador de trânsito Werisson Freitas, os índices de ocorrências fatais causadas por essa imprudência ainda são alarmantes em Manaus. O radar, nesse contexto, funciona como um corretor de comportamento para aqueles que ainda não entenderam que o tempo ganho em um sinal furado nunca valerá o risco de uma vida perdida.

O que esperar a partir de fevereiro

A partir do próximo mês, a fase de orientação dá lugar à fiscalização plena. O cidadão precisa entender que o radar não é um inimigo do bolso, mas um protetor da coletividade. Uma cidade que monitora suas vias de forma técnica e transparente tende a ter um trânsito mais fluido e, acima de tudo, mais humano.

O desafio de Manaus é grande, dada a complexidade de sua malha viária, mas o investimento em prevenção é sempre o caminho mais curto para evitar tragédias. Se a sinalização educa e o radar fiscaliza, cabe ao condutor a parte mais importante: a consciência de que o trânsito é feito por pessoas e para pessoas.

Serviço

  • O que: Início da operação dos novos radares de fiscalização eletrônica
  • Data: 1º de fevereiro de 2026
  • Tipos de fiscalização: Velocidade (40 km/h a 60 km/h), avanço de sinal e tráfego de veículos pesados
  • Locais: 34 pontos estratégicos em Manaus, incluindo a avenida Max Teixeira

ASCOM: Marcelo Lima/IMMU

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