
A apreensão contínua de grandes carregamentos de entorpecentes em áreas urbanas de Manaus revela tanto a eficiência do trabalho ostensivo quanto a dimensão do desafio enfrentado pelo sistema de segurança pública.
Na tarde desta segunda-feira, dia 31 de agosto, a Polícia Militar do Amazonas (PMAM), por meio da 20ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), apreendeu 2,4 toneladas de maconha do tipo skunk e prendeu dois homens, de 28 e 30 anos, no bairro Tarumã-Açu, na zona oeste da capital. O resultado acende o debate sobre a atuação integrada das forças policiais e o papel determinante da população na repressão ao crime organizado.
Sobre o sucesso da intervenção, o governador Roberto Cidade destacou o impacto do reforço no policiamento.
“Essa apreensão ocorreu em tempo recorde, a partir do início da nossa operação e da ampliação do efetivo na cidade de Manaus. Ontem, foram apreendidas duas toneladas de drogas, causando um prejuízo ao crime organizado de mais de R$ 48 milhões. Até este mês, ao longo deste ano, nossas forças de segurança já apreenderam mais de 40 toneladas de drogas”, afirmou o governador Roberto Cidade.
Ação no Tarumã-Açu
A ocorrência teve início após uma denúncia anônima recebida pelas equipes da 20ª Cicom durante o patrulhamento de rotina. Os policiais militares deslocaram-se até o endereço informado e identificaram uma edificação usada exclusivamente como depósito de entorpecentes.
A apreensão de 2,4 toneladas faz com que o volume acumulado pela PMAM desde janeiro chegue a aproximadamente 37 toneladas. O número supera com margem expressiva as 28 toneladas apreendidas durante todo o ano de 2025, evidenciando o aumento das apreensões no estado.
O secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel PM Anézio Paiva, ressaltou a importância da parceria com a sociedade na localização do depósito no bairro Tarumã-Açu.
“A equipe da 20ª Cicom recebeu uma denúncia e foi até o local, no Tarumã, onde detectou que era um depósito de entorpecentes. Foi feita a apreensão de mais de 2,4 toneladas de maconha do tipo skunk, gerando um prejuízo estimado em mais de R$ 48 milhões. É graças à população, que denuncia, e às Forças de Segurança, que fazem o rastreamento e vão até o local para realizar essas prisões”, afirmou Anézio Paiva.
O secretário complementou os dados oficiais do combate ao narcotráfico no estado.
“Estamos, até hoje, com mais de 49 toneladas de drogas apreendidas, contabilizando com essa que foi apresentada. É um resultado do trabalho integrado das Forças de Segurança, por meio da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros”, destacou Anézio Paiva.
Cadeia de apoio
O comandante-geral da PMAM, coronel PM Klinger Paiva, explicou a dinâmica tática adotada para abordar o imóvel com segurança. Devido às particularidades do terreno na zona oeste, a equipe local solicitou reforço estratégico.
- Mobilização de uma patrulha do Batalhão de Policiamento de Choque (BPChoque)
- Suporte direto do Comando de Policiamento Metropolitano (CPM)
- Cerco e contenção da edificação para evitar fuga de suspeitos e garantir a integridade dos policiais
O comandante-geral enfatizou a relevância do engajamento comunitário.
“Essa operação só foi possível porque a população denunciou para os nossos canais de denúncia e acreditou no trabalho da Polícia Militar. A gente solicita que sempre confie na Polícia Militar, que faremos todo o esforço possível para trazer esse tipo de resultado para a população”, disse Klinger Paiva.
Inquérito no Denarc
Após a ação policial no bairro Tarumã-Açu, os dois suspeitos presos e o lote de entorpecentes foram encaminhados ao Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), órgão da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). A unidade instaurou inquérito policial para apurar a origem exata da carga, o destino final das drogas e a identificação de outros integrantes da organização criminosa.
O delegado-geral adjunto da Polícia Civil, Guilherme Torres, avaliou a integração operacional entre as corporações.
“É uma parceria entre a Polícia Civil e a Polícia Militar. Estamos chegando a 50 toneladas apreendidas neste ano. A droga foi trazida para o Denarc, que instaurou o inquérito policial e vai aprofundar as investigações. Assim, conseguimos mapear os líderes das organizações criminosas e buscar um resultado melhor para a sociedade”, declarou Guilherme Torres.
Apesar dos números recordes divulgados pelas autoridades, a apreensão de toneladas de skunk na capital reforça que o Amazonas permanece no centro das rotas estratégicas do narcotráfico, exigindo investigações profundas para desarticular os financiadores do esquema.
Fonte: ASCOM










