Trocando em Miúdos “Forças ocultas” barram votação na ALE, frustrando o governo do Estado

“Forças ocultas” barram votação na ALE, frustrando o governo do Estado

“Forças ocultas” conseguiram fazer o que parecia improvável na tarde de terça-feira: frustrar uma sessão plenária da Assembleia Legislativa do Amazonas que tinha quórum para votar matérias de interesse do governo do Estado.

Às 14h30, o presidente da sessão, deputado Adjuto Afonso (União Brasil), contabilizava 13 parlamentares presentes, número suficiente para tocar os trabalhos e apreciar as matérias na pauta. Entre elas, uma de alto interesse do Executivo.

Foi então que, logo depois do discurso da deputada Joana Darc (União Brasil), ocorreu o inexplicável. Deputados do PSD e do Republicanos, acompanhados do líder do PT, Sinésio Campos, deixaram rapidamente o plenário. Em poucos minutos, o quórum evaporou.

Nenhum decreto foi publicado, nenhum alarme tocou. Mas o resultado foi impactante: sem número suficiente de deputados, a votação não aconteceu.

À coluna, um parlamentar governista resumiu o episódio com a delicadeza própria dos momentos de tensão: “Isso só pode ser coisa do Demo, cruz credo”.

Wilson Lima e o STJ

O calendário eleitoral resolveu dar uma pequena ajuda à memória política do Amazonas.

Nesta quarta-feira (2/9), justamente em plena campanha ao Senado, Wilson Lima volta ao palco do Superior Tribunal de Justiça, onde começam a ser analisados recursos relacionados ao processo conhecido como caso dos respiradores.

A Corte Especial examina agravos regimentais apresentados pela defesa de Wilson e por outro réu. Não se trata, portanto, do julgamento definitivo da ação penal, apesar de qualquer manchete apressada poder sugerir o contrário.

28 respiradores

O processo envolvendo Wilson nasceu da controversa compra de 28 respiradores durante a pandemia, operação que, segundo a denúncia do MPF, teria causado prejuízo superior a R$ 2 milhões aos cofres públicos.

Para o ex-governador, a coincidência é politicamente incômoda: enquanto pede votos para chegar ao Senado, ele precisa também acompanhar, no STJ, os próximos capítulos de um dos episódios mais espinhosos de sua passagem pelo governo do Amazonas.

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