
Em megaevento, nesta sexta-feira (27/2), o senador Omar Aziz deu forte demonstração de musculatura política ao lançar o “Plano Estratégico de Desenvolvimento – Eixo 01” cercado de lideranças de peso.
O megaevento, realizado na Livraria Valer, no Largo São Sebastião, reuniu deputados federais, estaduais, vereadores e prefeitos de colégios eleitorais estratégicos.
Mais do que apresentar diretrizes econômicas, Omar exibiu articulação e capilaridade, ingredientes fundamentais para quem quer voltar ao comando do Estado.
Braga com Omar e não com David

No grande encontro de Omar Aziz, chamou atenção a presença do senador Eduardo Braga no lançamento do plano do pré-candidato ao governo amazonense.
Braga, que tem destinado volumosas emendas para Manaus e mantém relação institucional com o prefeito David Almeida, não compareceu ao evento de pré-lançamento da pré-candidatura de David ao governo.
Ao prestigiar Omar, envia um gesto político inequívoco neste momento pré-eleitoral. Afinal, em política, presença é discurso e ausência também.
Plano de Estado e construção de palanque
Ao defender que o seu plano de governo seja um “projeto de Estado, e não de governo”, Omar busca ocupar o centro do debate programático e construir um discurso de continuidade administrativa.
A presença de prefeitos como Adail Pinheiro (Coari), Mateus Assayag (Parintins) e Val Maciel (Manacapuru), além de parlamentares de diferentes espectros, reforça a estratégia de consolidar um palanque amplo.
Omar quer discutir desenvolvimento, mas também demonstrar que já tem base política estruturada para 2026.
“Operação política para me desgastar”

Em entrevista ao Blog do Hiel, o prefeito David Almeida afirmou que a Operação Erga Omnes é “passível de anulação” por vício de competência, sustentando que, pela sua condição, eventual investigação deveria tramitar sob supervisão do Tribunal de Justiça.
David disse não questionar o Ministério Público, mas o comportamento do delegado responsável pela Erga Omnes. Classificou a ação como “operação política para me desgastar” e reforçou o princípio da presunção de inocência.
“Acusação não é condenação”, resumiu o prefeito, afirmando que não abandona auxiliares antes do trânsito em julgado.
Saullo volta à Câmara e relação preservada

Sobre o deputado federal Saullo Vianna (União Brasil), David tratou a saída do parlamentar da prefeitura como movimento natural.
Segundo ele, Saullo manifestou desejo de reassumir o mandato na Câmara antes do prazo previsto. “É amigo, aliado, irmão”, declarou o gestor, afastando qualquer ruído político.
David esclareceu ainda que conversará sobre a substituição na equipe, mas garantiu que a parceria política com Saullo permanece intacta.
Portas abertas para Gedeão

A demissão de Gedeão Amorim foi tratada por David Almeida como decisão alinhada e sem desgaste.
Segundo o prefeito, o ex-secretário pediu desligamento em razão do cenário político envolvendo o genro, o vice-governador Tadeu de Souza.
David informou ter atendido prontamente ao pedido e deixou claro que a relação com Gedeão segue amistosa. “Acabando a eleição, a gente está junto de novo”, relatou, sinalizando que considera Gedeão um quadro técnico qualificado.
Wilson Lima: “um fim de semana perdido”

Em tom duro, David Almeida classificou os oito anos do governo Wilson Lima como “um fim de semana perdido”, numa analogia ao período improdutivo do músico John Lennon.
Conforme o prefeito, o Estado “andou para trás” com Lima. Ele criticou a ausência de obras estruturantes e afirmou que, com orçamento superior a R$ 200 bilhões no período, o governo não deixou legado proporcional.
Na entrevista ao Blog do Hiel, o prefeito declarou que é pré-candidato ao governo “independente de apoio” e que o Amazonas “não pode errar novamente”.
Evangélicos no governo

Questionado se, eleito governador, entregaria o comando do esporte a um evangélico, David Almeida reagiu dizendo que fé não é critério excludente de competência.
Ele citou o atual secretário municipal Joel Silva como exemplo de gestor que, sendo evangélico, dinamizou diversas modalidades esportivas.
“Quero no esporte quem conheça do esporte, sendo evangélico ou não”, esclareceu. E completou: “Sou evangélico e fui do esporte antes de entrar na política”.










