Economia Movimento estratégico do SENAI tenta destravar setor bilionário e atrair novos negócios

Movimento estratégico do SENAI tenta destravar setor bilionário e atrair novos negócios

Lançamento do projeto nacional de mapeamento da cadeia HVAC-R. – Foto: João Vidolin-Fiep

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) Amazonas deu um passo decisivo para consolidar a competitividade da indústria local. Por meio do Instituto SENAI de Inovação em Microeletrônica (ISI-AM), a instituição iniciou um mapeamento profundo da cadeia de Aquecimento, Ventilação, Ar Condicionado e Refrigeração (HVAC-R). Com um investimento de R$ 1,07 milhão, a iniciativa busca transformar dados em políticas públicas e atrair novos investimentos para a região.

O lançamento oficial ocorreu nesta semana em Curitiba, marcando o início de uma jornada de 18 meses. O projeto é uma cooperação estratégica com o SENAI Paraná e conta com o suporte de gigantes como a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Ministério de Minas e Energia (MME).

Entenda os pilares do projeto

O foco central deste estudo é identificar onde a produção brasileira trava e onde existem oportunidades de ouro para a inovação tecnológica. A análise será integrada, olhando desde a fabricação de compressores até o mercado consumidor final.

Para entender a dimensão do trabalho, confira os pontos principais:

  • Investimento: aporte de R$ 1,07 milhão destinado à pesquisa e inteligência industrial.
  • Vigência: prazo de 18 meses para a entrega de diretrizes estratégicas.
  • Abrangência: estudo detalhado sobre aparelhos de ar condicionado, refrigeradores e componentes.
  • Parceria: integração entre os observatórios da indústria da FIEAM e da FIEP.

O impacto no Polo Industrial de Manaus

A relevância para o Amazonas é direta e urgente. Atualmente, o setor de ar condicionado instalado no Polo Industrial de Manaus (PIM) representa o segundo maior polo industrial do mundo neste segmento. No entanto, desafios logísticos e burocráticos ainda limitam o potencial de crescimento das fábricas instaladas na capital.

O diretor regional do SENAI-AM, Rogério Pereira, destacou que o projeto nasceu da necessidade de enfrentar problemas reais que as empresas do PIM vivem no dia a dia.

“Identificamos gargalos relevantes, como a necessidade de certificação de produtos fora do estado, e estamos trabalhando para viabilizar essa infraestrutura em Manaus. Esse estudo permitirá melhorar processos, logística, qualidade e eficiência de toda a cadeia produtiva, fortalecendo o PIM e a indústria nacional”, afirmou Rogério Pereira.

Eficiência energética e mercado global

Além de resolver questões técnicas de produção, o projeto “Mapeamento da cadeia produtiva de Aquecimento, Ventilação, Ar-Condicionado e Refrigeração” foca na sustentabilidade. Em um cenário de transição energética, a eficiência dos aparelhos produzidos em Manaus é o que ditará a competitividade no mercado internacional.

A expectativa é que, ao final dos 18 meses, o Brasil tenha uma plataforma digital de inteligência industrial que ajude empresários e o governo a tomarem decisões baseadas em fatos e não em suposições. Com infraestrutura adequada para testes e certificações dentro do Amazonas, o PIM poderá reduzir custos e acelerar o lançamento de novos produtos.

ASCOM

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