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Moradores da BR-174 comemoram extensão da linha 024 após anos de longas caminhadas

Foto: Kamile Brandão/IMMU

O acesso ao transporte coletivo regular continua sendo um dos principais termômetros de infraestrutura urbana e cidadania nas regiões periféricas e rurais. Nesta segunda-feira (1º/6), a Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), oficializou a extensão do itinerário da linha de ônibus 024 (T7 Novo Paraíso).

A rota agora avança para atender os moradores do ramal Frederico Veiga, localizado no quilômetro 8 da rodovia BR-174, em uma tentativa de reduzir o isolamento geográfico daquela comunidade.

A ampliação do serviço joga luz sobre um desafio crônico da capital amazonense que envolve a necessidade de garantir mobilidade digna para áreas rurais e de ramais, locais que historicamente sofrem com a falta de opções de deslocamento e com vias de difícil acesso.

Fim de longas caminhadas

A mudança no trajeto ocorre após anos de cobranças por parte das famílias que residem nas proximidades da rodovia federal. Até o início desta semana, os usuários do transporte público precisavam enfrentar longos percursos a pé sob condições climáticas extremas antes de conseguir embarcar em qualquer condução.

Técnicos do IMMU acompanharam a primeira viagem da linha ampliada e realizaram uma reunião com os moradores locais para alinhar os horários e colher novas solicitações de melhorias no tráfego.

Impactos na rotina local

O novo planejamento operacional altera de maneira significativa a dinâmica econômica e social da população do ramal Frederico Veiga.

A interligação direta com o sistema de transporte da capital traz reflexos práticos em várias frentes da rotina dos moradores.

  • Acessibilidade garantida: A eliminação de um deslocamento a pé de mais de três quilômetros permite que idosos, crianças e trabalhadores acessem o transporte na própria comunidade.
  • Integração com a capital: O itinerário permite a conexão direta com o Terminal de Integração 7 (T7), facilitando o deslocamento dos comunitários para qualquer zona urbana de Manaus.
  • Escoamento e comércio: A facilidade de locomoção ajuda os pequenos produtores locais a transportarem seus produtos e realizarem compras essenciais na área central.
  • Ajustes de infraestrutura: A circulação de veículos de grande porte exige que o poder público mantenha a manutenção asfáltica do ramal em dia para evitar a suspensão do serviço.

Logística e demandas futuras

O vice-presidente de Transporte do IMMU, Uarodi Guedes, explicou que a medida busca igualar as condições de atendimento entre as áreas urbana e rural da cidade, seguindo diretrizes do prefeito Renato Júnior.

O gestor ressaltou que antes os moradores tinham que andar mais de três quilômetros para ter acesso ao ônibus para ir para a cidade e fazer as suas compras e que hoje a comunidade passa a ter uma linha que pode contar para levar até o terminal.

Por parte dos moradores, a recepção foi positiva, destacando que a grande maioria não possui veículo próprio. O líder comunitário José Martins Fernandes Pantoja declarou que essa linha de ônibus sendo estendida representa a redenção da comunidade em termos de acessibilidade.

Embora o avanço operacional resolva um problema imediato no quilômetro 8, o desafio da administração municipal reside em manter a regularidade da frota, fiscalizar o tempo de espera e expandir essa mesma sensibilidade logística para dezenas de outros ramais que circundam Manaus e ainda aguardam por transporte regular.

Fonte: ASCOM | Álisson Castro/IMMU

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