
O mês das mães, celebrado em maio, é um período de homenagens, mas também um convite à atenção com a saúde de quem gera a vida, especialmente durante a gestação. Nesse período, que exige cuidados redobrados, manter o cartão de vacinação atualizado é uma das principais medidas para garantir o bem-estar da mãe e do bebê.
Infelizmente, ainda há muito desconhecimento sobre o tema. Um levantamento do Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (IPEC), realizado com mais de 500 gestantes no país, mostra que apenas 58% sabem da existência de um calendário vacinal específico para a gravidez. Outros 41% desconhecem essa orientação, evidenciando a necessidade de ampliar o acesso à informação durante o pré-natal.
“É fundamental que as gestantes tenham acesso à informação e sejam orientadas sobre a importância da vacinação durante o pré-natal”, destaca a bioquímica Gélida Pessoa, responsável pelo setor de vacinas do Sabin Diagnóstico e Saúde, em Manaus.
“Os profissionais da área têm um papel essencial nesse processo, esclarecendo dúvidas e reforçando a necessidade de manter a caderneta de vacinação atualizada”, afirma.
De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação 2026 do Ministério da Saúde, a imunização é um cuidado essencial para garantir ao bebê um desenvolvimento saudável, especialmente nos primeiros mil dias de vida. Por isso, ao confirmar a gravidez, a mulher deve buscar orientação para atualizar o esquema vacinal conforme seu histórico.
Vacinas fundamentais
Abaixo, os principais imunizantes indicados para o período gestacional:
- Hepatite B: aplicada em três doses.
- Dupla Adulto (dT): protege contra difteria e tétano, com três aplicações.
- Influenza trivalente: indicada uma vez por temporada.
- Covid-19: recomendada a cada gestação para reduzir o risco de formas graves da doença.
- Tríplice bacteriana acelular (dTpa): protege contra difteria, tétano e coqueluche. Deve ser realizada a partir da 20ª semana.
- Vírus Sincicial Respiratório (VSR): contribui para proteger o bebê nos primeiros meses de vida. Deve ser realizada a partir da 28ª semana.
“A Sociedade Brasileira de Imunização (SBIM) orienta que, se o parto ocorrer com menos de 14 dias da vacinação materna, o bebê não estará protegido, pois não houve tempo necessário para a transferência de anticorpos para ele. Nessa situação, o pediatra deve considerar a administração de anticorpo monoclonal no bebê”, explica Gélida.
Em situações específicas, como em casos de viagem ou residência em áreas de risco, a vacina contra febre amarela pode ser indicada, sempre após avaliação médica criteriosa do risco-benefício.
Facilidade no acesso
Nos últimos anos, o acesso às vacinas tem se ampliado no Brasil, tanto na rede pública quanto na privada, o que contribui para aumentar a cobertura vacinal sem comprometer a segurança dos imunizantes. Na rede privada, por exemplo, há facilidades que favorecem a adesão, como agendamento prévio, compra online e até serviços de vacinação domiciliar.
Essas alternativas ampliam a comodidade, especialmente em um período em que a gestante precisa conciliar consultas, exames e rotina pessoal.
Importância do pré-natal
A vacinação integra um conjunto de ações fundamentais do pré-natal, que deve começar assim que a gravidez for confirmada, preferencialmente até a 12ª semana. Esse acompanhamento permite monitorar a saúde da mãe e do bebê e prevenir complicações. O cuidado inclui consultas periódicas e exames laboratoriais, seguindo um cronograma que se intensifica conforme a gestação avança:
- Até a 28ª semana: consultas mensais.
- Até a 36ª semana: consultas quinzenais.
- Até o parto: consultas semanais.
Manter a vacinação atualizada durante a gestação é uma forma de cuidado que atravessa gerações, reforçando a importância da prevenção desde os primeiros momentos da vida.
Repercussão Assessoria










