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Lula mira as terras raras e coloca o Amazonas no centro da nova corrida mineral do Brasil

O subsolo do Amazonas entrou de vez na conversa nacional sobre terras raras.

Ao sancionar a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, o presidente Lula anunciou uma política que prevê até R$ 7 bilhões em incentivos para pesquisa, extração, beneficiamento e transformação desses minerais no Brasil.

O Amazonas não está apenas assistindo da arquibancada. Segundo a Secretaria Executiva de Mineração do Amazonas, o Estado possui a segunda maior reserva de terras raras do país, atrás apenas de Minas Gerais.

Apuí, Presidente Figueiredo e São Gabriel da Cachoeira aparecem no mapa dessas riquezas, com destaque para o Morro dos Seis Lagos, em São Gabriel da Cachoeira.

Além do discurso eleitoreiro

A nova política federal gera a expectativa de que desta vez a riqueza mineral da região possa deixar de ser apenas minério retirado do chão para se transformar em conhecimento, tecnologia, empregos qualificados e desenvolvimento dentro da própria Amazônia.

A população amazonense espera que agora a questão dependa menos do discurso eleitoreiro e muito mais da capacidade de transformar potencial mineral em cadeia produtiva.

Manaus coberta de fumaça

Manaus amanheceu novamente debaixo de um fumaceiro que já deixou de ser exceção para se transformar em rotina.

Os dados divulgados na manhã desta quinta-feira apontaram nenhuma das áreas monitoradas pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental com qualidade considerada boa.

O Parque Dez chegou ao nível péssimo, com concentração de 125,3 µg/m³ de partículas finas PM2,5, enquanto outras regiões apresentavam índices entre moderados e ruins.

A orientação da Defesa Civil Municipal é reduzir a exposição prolongada à fumaça, evitar exercícios físicos ao ar livre nos períodos de maior concentração, manter-se hidratado e acompanhar os canais oficiais. Em situações de risco, o telefone é o 199.

Oito novos desembargadores

Os deputados estaduais aprovaram em regime de urgência a criação de oito novas vagas de desembargador no Tribunal de Justiça do Amazonas.

Com a medida, a composição do TJAM passa de 26 para 34 magistrados. Na mesma sessão, foram aprovados 80 cargos comissionados e 24 funções gratificadas para os novos gabinetes.

Na votação nominal divulgada pela Assembleia, votaram favoravelmente Adjuto Afonso, Brena Dianná, Cabo Maciel, Carlinhos Bessa, Comandante Dan, Delegado Péricles, Dr. Gomes, Débora Menezes, Felipe Souza, Joana Darc, João Luiz, Mário César Filho, Wanderley Monteiro e Wilker Barreto.

Não houve voto contrário entre os 14 deputados presentes à votação.

104 novos cargos no pacote

Junto com a ampliação da Corte de Justiça, na sessão de quarta-feira os deputados aprovaram a estrutura dos novos gabinetes, com 80 cargos comissionados e 24 funções gratificadas.

A justificativa do TJAM está no crescimento da demanda judicial. Conforme dados apresentados pelo Tribunal, os casos novos no segundo grau chegaram a 69.375 em 2025 e havia 98.278 processos pendentes em junho deste ano.

O detalhe que chama atenção é que a implantação dependerá da disponibilidade financeira e do cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Respingos do caso Adail

A Operação Dinastia do Lago chegou a Coari em plena temporada eleitoral e encontrou no caminho uma aliança política que vinha sendo exibida publicamente.

O prefeito Adail Pinheiro foi afastado do cargo por determinação judicial e seu filho, o deputado federal Adail Filho, foi alvo de busca e apreensão.

A Polícia Federal (PF) investiga suspeitas de fraudes em licitações, corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

Aqui aparece um componente político. Adail declarou publicamente apoio à candidatura de Omar Aziz ao Governo do Amazonas e, em 2025, chegou a atribuir ao senador participação em sua volta à Prefeitura de Coari.

Omar não é apontado como investigado na operação, mas a proximidade política entre os grupos agora passou a ser inevitavelmente observada sob outra luz, disseram internautas à coluna.

BR-319 e mais 36,5 km na conta

A BR-319 ganhou mais um capítulo na novela que já atravessa governos, licitações, decisões judiciais e intermináveis discussões ambientais.

A Construtora Meirelles Mascarenhas, de Brasília, venceu a licitação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para recuperar 36,5 quilômetros do chamado Trecho do Meio, entre os quilômetros 433,1 e 469,6, em Manicoré. A proposta vencedora foi de R$ 182,4 milhões.

A obra integra um pacote dividido em quatro lotes, que totalizan aproximadamente 340 quilômetros. O Lote 1 foi contratado por R$ 362 milhões com a Construtora Etam e o Lote 2 por R$ 402,4 milhões com a LCM Construção e Comércio. O Lote 4 ainda está em julgamento.

Agora é fazer a obra

A licitação do Lote 3 avançou depois de uma longa batalha jurídica em torno das obras na BR-319.

Os editais chegaram a ser suspensos pela Justiça Federal após questionamentos sobre o enquadramento das intervenções e o licenciamento ambiental. Posteriormente, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) suspendeu a liminar e autorizou o prosseguimento das licitações.

A empresa vencedora deverá executar os serviços em até dois anos, segundo as informações divulgadas sobre a contratação.

Agora começa a etapa que realmente interessa ao amazonense. Menos anúncio, menos papelada e mais máquina trabalhando. A BR-319 já produziu manchetes suficientes para encher um arquivo.

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