
Os superintendentes do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) da região Norte encerraram nesta quarta-feira (10/2) uma imersão estratégica na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM). Durante dois dias, lideranças de diversos estados debateram o alinhamento de processos e a troca de tecnologias para fortalecer a competitividade industrial.
O presidente da FIEAM, Antonio Silva, destacou que essa união é o que garante a voz do Norte em pautas nacionais de inovação e qualificação. A integração busca transformar o conhecimento técnico em soluções que cheguem diretamente ao chão de fábrica e aos escritórios das indústrias brasileiras.
Integração estratégica

O diretor regional do IEL Amazonas (IEL-AM) e vice-presidente da FIEAM, Nelson Azevedo, afirmou que o encontro funciona como uma vitrine de oportunidades para conectar os regionais.
Para a anfitriã do evento, Andrea Guerra, o foco é ampliar o impacto social e econômico do instituto.
“Momentos como esse são fundamentais para alinhar diretrizes, compartilhar boas práticas e ampliar o impacto das ações do IEL nos estados”, afirmou Andrea Guerra.
Além do Amazonas, participaram gestores do Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.
Foco em inovação

A superintendente nacional da entidade, Sara Saldanha, apresentou as metas para os próximos anos, colocando a inovação como o motor principal dos serviços prestados. Um dos pilares é o fortalecimento do “Inova Talentos”, programa que conecta pesquisadores a desafios reais das empresas.
Prioridades do plano nacional
- Parcerias institucionais: Atuação conjunta com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
- Bioeconomia: Cooperação com o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) para potencializar as riquezas locais.
- Padronização: Criar uma governança única que respeite as particularidades de cada estado.
Inteligência de dados
O IEL Pará apresentou um modelo de sucesso baseado no uso de dados para gestão. Através do “Observatório de Estágio”, o regional consegue monitorar desde o valor médio das bolsas até o comportamento dos estudantes no mercado de trabalho.
Com esse banco de inteligência, o instituto consegue prever cancelamentos de contratos e agir preventivamente. Isso não só reduz perdas financeiras, mas garante que o estudante permaneça mais tempo aprendendo dentro da empresa.
Conexão com mercado
Em Roraima, o destaque é o programa “IEL Conecta”. A iniciativa foca em diminuir a distância entre as universidades e o setor produtivo. Mesmo em um mercado menor, a estratégia de articulação tem servido de exemplo sobre como aumentar a presença institucional e fomentar o desenvolvimento regional.
Soluções de empregabilidade
O encontro também contou com a experiência do Sul do país. Rafael Delgado, gerente do IEL Paraná, detalhou o funcionamento do “Emprega Indústria”. A plataforma é focada exclusivamente em preencher vagas técnicas e operacionais com maior agilidade.
A ideia é transformar o IEL em uma consultoria de soluções de carreira que entenda, de fato, o que o industrial precisa. Segundo Andrea Guerra, o resultado final dessa integração é consolidar o instituto como o principal elo entre a academia e o desenvolvimento econômico sustentável.
ASCOM










