
A internet entrou em polvorosa com a possibilidade de que o bilionário Jeff Bezos estaria interessado em adquirir a Condé Nast, a gigante por trás da revista Vogue. O rumor ganhou força imediata porque a trama da sequência do filme “O Diabo Veste Prada” apresenta uma história curiosamente semelhante sobre um magnata da tecnologia tentando comprar uma revista de moda. Essa coincidência entre a vida real e a ficção levanta questões profundas sobre o papel dos gigantes do Vale do Silício no último reduto do glamour clássico.
Espelho da alta sociedade
Muitos observadores apontam que o roteiro do novo filme parece um recorte das fofocas corporativas que circulam nos bastidores da moda nos últimos meses. Jeff Bezos e sua noiva, Lauren Sánchez, tornaram-se presenças constantes nas primeiras filas de desfiles de alta moda ultimamente.
No longa, o personagem interpretado por Justin Theroux é um bilionário decidido a adquirir a bíblia da moda comandada por Miranda Priestly, vivida por Meryl Streep. O objetivo do personagem seria ajudar sua namorada, Emily, a se vingar da antiga patroa e assumir o comando da empresa.
Coincidência assustadora
Com a repercussão das semelhanças, a roteirista Aline Brosh McKenna decidiu se manifestar sobre o assunto em entrevista para a Variety.
Ela confessou que a coincidência deixou até a equipe de produção de queixo caído pela semelhança com os fatos reais.
- A produção já estava filmando quando os boatos sobre Bezos e a Condé Nast começaram a circular no mercado.
- Aline negou que o casal tenha servido de inspiração oficial para a construção dos personagens da sequência.
- A equipe descreveu o momento da descoberta com um misto de choque e surpresa diante da realidade imitando a arte.
Lógica fria versus arte
A definição do vilão tecnológico no cinema é afiada e serve como uma crítica direta ao comportamento de certos grandes investidores do mercado atual. O personagem de Justin Theroux é descrito como um homem de lógica fria que vê a escrita humana e a moda como itens descartáveis diante do avanço da Inteligência Artificial. A roteirista deu uma alfinetada ao dizer que existe uma clara distinção entre quem investe em mídia para fazê-la prosperar e quem busca apenas prestígio ou convites para festas com estrelas de cinema.
Dilema da autoridade cultural
Se no passado Miranda Priestly lutava contra assistentes sem estilo, agora o desafio é enfrentar o colapso de um modelo de negócio inteiro. A lendária editora está em uma posição vulnerável diante de investidores e celebridades instantâneas que atropelam as regras tradicionais da indústria.
- Miranda enfrenta um dilema existencial profundo sobre o futuro da sua profissão no novo filme.
- A personagem tenta impedir que a autoridade cultural vire apenas um brinquedo de status nas mãos de um oligarca tecnológico.
- O cenário reflete a luta do jornalismo e da curadoria humana contra o poder absoluto do algoritmo.










