
A preservação da floresta amazônica não é um conceito abstrato de gabinete, mas uma construção diária que depende da simbiose entre o Estado e quem vive na linha de frente da conservação.
Entre os dias 28 de abril e 4 de maio, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) promoveu uma agenda educativa na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Puranga Conquista.
Localizada em uma região vital para o equilíbrio ambiental, a reserva recebeu ações focadas na prevenção de queimadas e na gestão correta de resíduos sólidos.
Essa iniciativa revela que a proteção dos recursos naturais só é efetiva quando o conhecimento técnico encontra a realidade das comunidades tradicionais.
Educação ambiental prática
O trabalho desenvolvido na RDS Puranga Conquista contou com a parceria da Associação de Povos e Comunidades Tradicionais (APCT).
A agenda envolveu moradores de localidades como Pagodão, Nova Esperança, São Francisco do Igarapé do Chita, Terra Preta e Bela Vista do Jaraqui.
De acordo com a Sema, orientar sobre o uso do fogo e o manejo de resíduos fortalece práticas sustentáveis que impactam diretamente na qualidade de vida local.
- As atividades incluíram rodas de conversa sobre a prevenção de incêndios florestais.
- Houve orientações sobre o uso responsável do fogo em áreas de cultivo e moradia.
- Os comunitários aprenderam técnicas de separação e destinação correta de rejeitos.
- O programa incentivou o reaproveitamento de materiais para reduzir o acúmulo de lixo na reserva.

Engajamento das comunidades
A ação teve um caráter intergeracional ao reunir crianças, jovens, lideranças locais e agentes ambientais voluntários. A participação de alunos e professores da Escola Municipal Professor Manuel da Silva Bahia, na comunidade Pagodão, reforça o papel da educação formal na construção de uma mentalidade preservacionista.
Durante os encontros, os moradores puderam esclarecer dúvidas e compartilhar as dificuldades reais que enfrentam na gestão ambiental do território.
Trilha da conservação
Como parte do encerramento da programação, os participantes exploraram a trilha ecológica interpretativa batizada de “Paxiúba”.
Localizada na comunidade Pagodão e conduzida por guias da própria região, a trilha serve como uma ferramenta viva de ensino sobre a biodiversidade local.
Esse tipo de iniciativa valoriza os conhecimentos tradicionais e coloca os moradores como protagonistas e guardiões do uso sustentável dos recursos naturais.
Financiamento e estrutura
O sucesso dessas atividades é garantido por recursos do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). Esta iniciativa conjunta é coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática, tendo o Funbio como gestor financeiro.
No Amazonas, a Sema executa essas ações em 24 Unidades de Conservação estaduais. O investimento em educação ambiental demonstra que a vigilância constante e o diálogo com as populações tradicionais são os únicos caminhos possíveis para evitar o colapso dos ecossistemas amazônicos diante das mudanças climáticas.










