
As urnas de 4 de outubro mandaram um recado que merece ser trocado em miúdos: estrutura religiosa, por maior que seja, não é garantia de mandato político.
No Amazonas, o resultado atingiu em cheio duas denominações com forte presença na política: a Universal e a Assembleia de Deus.
Na Assembleia Legislativa, dois nomes ligados ao segmento evangélico não conseguiram renovar seus mandatos: João Luiz e Comandante Dan Câmara, ambos do Republicanos.
João Luiz recebeu 38.327 votos e terminou na 17ª colocação, mas o partido conquistou apenas uma cadeira, que ficou com Rodrigo Guedes.
Dan Câmara também teve uma votação expressiva: 32.351 votos. Foi, inclusive, uma votação superior à de 2022, quando conquistou o mandato com 21.770 votos. Ainda assim, ficou fora da nova composição da Aleam.
Fiasco na Câmara Federal
O capítulo mais emblemático do fiasco das igrejas está na Câmara Federal.
A Assembleia de Deus não conseguiu reeleger Silas Câmara, que recebeu 93.592 votos e terminou como o sétimo mais votado entre os candidatos a deputado federal.
O Republicanos, porém, elegeu apenas Amom Mandel para uma das oito vagas do Amazonas.
O detalhe que chama atenção: 93 mil votos não foram suficientes para garantir o mandato. Silas Câmara vinha de sete eleições consecutivas para deputado federal, desde 1998. Foram quase três décadas de presença ininterrupta em Brasília. A eleição de 2026 interrompeu esse ciclo.










