
A relação institucional entre o Brasil e os Estados Unidos caminha para um novo momento de turbulência. O governo americano debate a viabilidade de aplicar novas sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O jornal Financial Times revelou a informação neste domingo no dia 16. O cenário expõe a fragilidade diplomática entre os dois países.
A retomada dessa pauta punitiva surge por causa de uma apuração sobre a fonte de uma reportagem que envolve o também ministro Flávio Dino. Alexandre de Moraes determinou buscas policiais contra um jornalista e duas supostas fontes. O magistrado justificou a medida argumentando que os dados foram obtidos e divulgados de maneira ilegal.
Punições em estudo
A aplicação das penalidades previstas pela Lei Magnitsky tem forte impacto político e aumentaria a tensão bilateral. As medidas que estão sendo analisadas por Washington contra o ministro envolvem restrições severas no exterior.
- Congelamento de ativos financeiros mantidos nos Estados Unidos.
- Bloqueio de contas bancárias e de bens em território americano.
- Proibição de entrada do magistrado no país.
Barreira nas eleições
O clima de desconfiança entre as nações ganhou um capítulo recente no mês passado. O governo de Brasília vetou a entrada de dois enviados do presidente Donald Trump no território nacional. A justificativa para a recusa foi a preocupação com prováveis interferências estrangeiras nas eleições gerais deste ano.
Essa não é a primeira vez que o magistrado entra na mira do atual governo de Washington. A gestão Trump estabeleceu sanções contra Alexandre de Moraes no mês de julho de 2025. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) órgão vinculado ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou a decisão na época.
Todos os bens do ministro no país americano ficaram bloqueados junto com ativos de corporações ligadas ao nome dele. Cidadãos e empresas americanas também foram proibidos de realizar negócios com o brasileiro.
Acusações do governo
A gestão americana justificou o primeiro bloqueio alegando que o ministro utilizava o cargo para promover prisões arbitrárias e limitar a liberdade de expressão conduzindo uma campanha motivada politicamente contra opositores.
O então secretário do Tesouro Scott Bessent afirmou que Alexandre de Moraes liderava uma “caça às bruxas ilegal” contra cidadãos e corporações do Brasil e dos Estados Unidos incluindo jornalistas e o antigo presidente Jair Bolsonaro filiado ao Partido Liberal (PL).
O cenário foi atenuado apenas em dezembro quando o ministro e a esposa saíram da lista de punições da legislação americana.










