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Governo Trump volta a discutir sanções contra Alexandre de Moraes em meio à crise diplomática

Ministro Alexandre de Moraes, do STF, durante sessão plenária - 16/05/2024 - Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

A relação institucional entre o Brasil e os Estados Unidos caminha para um novo momento de turbulência. O governo americano debate a viabilidade de aplicar novas sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O jornal Financial Times revelou a informação neste domingo no dia 16. O cenário expõe a fragilidade diplomática entre os dois países.

A retomada dessa pauta punitiva surge por causa de uma apuração sobre a fonte de uma reportagem que envolve o também ministro Flávio Dino. Alexandre de Moraes determinou buscas policiais contra um jornalista e duas supostas fontes. O magistrado justificou a medida argumentando que os dados foram obtidos e divulgados de maneira ilegal.

Punições em estudo

A aplicação das penalidades previstas pela Lei Magnitsky tem forte impacto político e aumentaria a tensão bilateral. As medidas que estão sendo analisadas por Washington contra o ministro envolvem restrições severas no exterior.

  • Congelamento de ativos financeiros mantidos nos Estados Unidos.
  • Bloqueio de contas bancárias e de bens em território americano.
  • Proibição de entrada do magistrado no país.

Barreira nas eleições

O clima de desconfiança entre as nações ganhou um capítulo recente no mês passado. O governo de Brasília vetou a entrada de dois enviados do presidente Donald Trump no território nacional. A justificativa para a recusa foi a preocupação com prováveis interferências estrangeiras nas eleições gerais deste ano.

Essa não é a primeira vez que o magistrado entra na mira do atual governo de Washington. A gestão Trump estabeleceu sanções contra Alexandre de Moraes no mês de julho de 2025. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) órgão vinculado ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou a decisão na época.

Todos os bens do ministro no país americano ficaram bloqueados junto com ativos de corporações ligadas ao nome dele. Cidadãos e empresas americanas também foram proibidos de realizar negócios com o brasileiro.

Acusações do governo

A gestão americana justificou o primeiro bloqueio alegando que o ministro utilizava o cargo para promover prisões arbitrárias e limitar a liberdade de expressão conduzindo uma campanha motivada politicamente contra opositores.

O então secretário do Tesouro Scott Bessent afirmou que Alexandre de Moraes liderava uma “caça às bruxas ilegal” contra cidadãos e corporações do Brasil e dos Estados Unidos incluindo jornalistas e o antigo presidente Jair Bolsonaro filiado ao Partido Liberal (PL).

O cenário foi atenuado apenas em dezembro quando o ministro e a esposa saíram da lista de punições da legislação americana.

Fonte: https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2026-08-16/eua-discutem-novas-sancoes-contra-alexandre-de-moraes–diz-jornal.html

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