
A TV Globo emitiu recentemente um comunicado oficial negando qualquer interesse na contratação do jornalista Roberto Cabrini da TV Record. No entanto nos bastidores da televisão o cenário aponta para uma direção oposta.
A emissora carioca enxerga no talento do repórter a peça que falta para alavancar a audiência do programa “Fantástico”, que vem perdendo público ao longo dos anos. A ausência de um formato semelhante ao de Cabrini na grade da empresa justifica essa movimentação estratégica disfarçada de desdém.
Peso da audiência
Hoje Roberto Cabrini não é apenas o principal nome da TV Record mas também a grande força do “Domingo Espetacular”. O jornalista conquistou um público cativo e fiel, sendo o responsável direto pelos maiores picos de audiência da revista eletrônica e da própria emissora. Sem a presença de suas reportagens investigativas de fôlego o “Domingo Espetacular” perderia seu principal diferencial competitivo na guerra dominical pela preferência dos telespectadores.
Crise de competência
A análise inicial publicada pelo jornalista James Ackel do portal IG aponta que a atitude de menosprezar os profissionais que deseja contratar é uma tática antiga da TV Globo.
Um exemplo claro dessa estratégia envolve o narrador Galvão Bueno. A emissora optou por dispensar o veterano, mas logo percebeu o erro quando os números mostraram a força do comunicador.
Grande parte do sucesso de ibope durante a transmissão da “Copa” no SBT ocorreu justamente pela presença de Galvão Bueno, provando que ele continua sendo o maior apresentador de esportes da TV aberta.
Desafios do domingo
Essa sucessão de decisões reflete o que especialistas consideram uma crise de competência na cúpula da TV Globo para lidar com a atual realidade da televisão aberta. Atrações tradicionais já não dominam mais como antigamente.
O programa comandado por Luciano Huck não alcança os mesmos números históricos dos domingos e o próprio “Fantástico” sofre com a fuga persistente de telespectadores.
Nesse contexto a contratação de Cabrini seria fundamental para a reestruturação da programação da emissora carioca e a recuperação do prestígio aos domingos.
Riscos da mudança
Embora a decisão final caiba exclusivamente a Roberto Cabrini, que tem liberdade para traçar seus próprios rumos profissionais, trocar o sucesso consolidado na TV Record por um ambiente em reestruturação na TV Globo representa um risco considerável. A recomendação crítica do momento sugere que permanecer onde o reconhecimento já existe pode ser a melhor escolha.
O alerta ganha força ao recordar o exemplo de Eliana, que reinava absoluta no SBT com um público forte que ameaçava a concorrência, evidenciando como transições de grandes estrelas entre emissoras podem gerar resultados e desafios imprevistos.
Fonte: https://gente.ig.com.br/colunas/james-akel/2026-08-17/tv-globo-quer–sim–roberto-cabrini.html










