Mundo Gasolina acima de dois euros acende alerta de crise e revolta motoristas

Gasolina acima de dois euros acende alerta de crise e revolta motoristas

Foto: Reprodução IA

O avanço do conflito no Irã e nos estados do Golfo Pérsico provocou um sismo econômico que já ultrapassou as fronteiras do Oriente Médio. Em março de 2026, o preço do litro da gasolina rompeu o limiar psicológico de € 2 em grande parte da Europa, impulsionado pelo bloqueio do Estreito de Ormuz. Essa subida rápida e brutal dificulta a rotina de trabalhadores e empresários que dependem do transporte para sobreviver.

Em Marselha, a indignação é palpável nas filas dos postos de combustíveis. O impacto financeiro é sentido diretamente no orçamento doméstico, forçando cidadãos a escolhas difíceis.

“Dói-me muito a carteira, tanto mais que, com o que pago, mal faço 100 km. Por isso, sim, representa um orçamento. Mas não se tem escolha”, explica um automobilista identificado na reportagem original.

Por outro lado, há quem tente enxergar um aspecto positivo na crise.

“É preciso deixar de andar de carro durante algum tempo e recomeçar a andar a pé para fortalecer as pernas!”, exclama outro condutor, ressaltando que a mudança também beneficia o meio ambiente.

Fiscalização rigorosa

Diante de um aumento que variou entre € 0,15 e € 0,20 por litro em poucos dias, o governo francês ativou um plano de ação em 8 de março de 2026. Foram realizados 500 controles orientados para detectar aumentos abusivos e garantir que a indústria petrolífera não amplie suas margens de lucro às custas do consumidor. Cerca de 6% das estações de serviço controladas já foram penalizadas por irregularidades.

O cenário político também ferve com a proximidade das eleições autárquicas. Líderes de diversos partidos pressionam pelo congelamento de preços ou pela redução de impostos, que hoje representam quase 55% do valor final pago na bomba. Entretanto, a ministra da Energia e porta-voz do governo, Maud Bregeon, descartou a medida.

“Tais medidas são inconcebíveis para o orçamento do Estado”, afirmou Maud Bregeon ao manter a postura de austeridade fiscal.

Volatilidade do petróleo

O mercado internacional de energia vive dias de pânico e incerteza. O petróleo Brent ultrapassou a barreira dos $100 e chegou a flertar com os$ 118 após o bombardeio de uma refinaria de grande porte no Irã. Este é o patamar mais alto registrado desde os recordes históricos de junho de 2022. A situação só apresentou uma leve estabilização após declarações políticas vindas dos Estados Unidos da América (EUA).

Donald Trump afirmou publicamente que a guerra no Oriente Médio iria “acabar em breve”, mas manteve o tom de ameaça.

“Se recomeçar, eles serão atingidos ainda com mais força”, declarou Donald Trump ao se referir ao Irã.

A fala estabilizou o barril em torno de $ 90 na última terça-feira, mas especialistas alertam que a volatilidade extrema torna pouco provável uma redução imediata dos preços para o consumidor final nos postos de abastecimento.

Fique por dentro

O bloqueio do Estreito de Ormuz é um dos fatores mais críticos para a economia global, pois por essa rota passa grande parte do petróleo consumido no mundo. Quando o fluxo é interrompido ou ameaçado, o efeito cascata atinge desde o transporte público até o preço dos alimentos no supermercado. No Brasil, embora a Petrobras tenha uma política de preços distinta, a cotação internacional do barril e a valorização do dólar continuam sendo os principais termômetros para os reajustes nas refinarias nacionais.

Fonte: https://pt.euronews.com/2026/03/10/franceses-revoltados-com-aumento-do-preco-dos-combustiveis

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