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Barcelona vive noite de tensão após protesto estudantil terminar em confronto com a polícia

Distúrbios em Barcelona causam 100 detidos, saques e dezenas de incêndios - Foto: Pantalla de Imágenes/ 'RTVE'

Um protesto de jovens convocado pelas redes sociais e inspirado em mobilizações estudantis da França terminou em confrontos violentos contra os Mossos d’Esquadra no centro de Barcelona durante a noite de sábado. Os graves distúrbios deixaram cerca de cem pessoas detidas, sendo que aproximadamente um quarto dos presos era composto por menores de idade, de acordo com o balanço oficial divulgado pelas autoridades locais.

A mobilização foi convocada na internet com o lema Instituts Indignats, buscando trazer para a Espanha o movimento estudantil francês Lycéens Indignés, focado em pautas juvenis que ganharam força nas últimas semanas. A convocatória chegou a reunir cerca de 600 participantes no momento de maior afluência de público, segundo dados publicados pela imprensa espanhola.

Os primeiros incidentes começaram por volta das 18 horas nos arredores da Praça da Catalunha. Grupos formados por jovens vestidos de preto e com o rosto coberto por capuzes passaram a depredar o mobiliário urbano.

Quando a polícia de choque interveio, os manifestantes se espalharam pelas vias próximas, arremessando pedras e objetos contra os agentes, além de erguerem barricadas, incendiarem lixeiras e quebrarem vitrines. A tropa dos Mossos d’Esquadra respondeu com investidas policiais para dispersar os grupos e retomar o controle do espaço público.

As ações de destruição provocaram prejuízos expressivos no comércio e na infraestrutura da capital catalã.

  • Quatorze estabelecimentos comerciais acabaram saqueados durante o tumulto.
  • Trinta e três focos de incêndio foram registrados em pontos diversos da região central.
  • Módulos de paradas de ônibus, motocicletas e bicicletas públicas sofreram vandalismo.
  • Central de emergência 112 recebeu 450 chamadas de moradores até as 22 horas.

O clima de insegurança forçou dezenas de lojas a fechar as portas às pressas. A Guarda Urbana precisou bloquear os acessos à Praça da Catalunha, no trecho entre as praças Urquinaona e Universitat. A circulação de trens na estação local foi suspensa temporariamente enquanto moradores e turistas tentavam fugir do cenário de confronto.

A violência gerou forte repúdio da cúpula política da região. O prefeito de Barcelona anunciou que o município vai ingressar com ações judiciais como assistente de acusação para cobrar o ressarcimento de todos os prejuízos causados.

“Isto não vai ficar assim. Iremos até ao fim”, advertiu o prefeito Jaume Collboni, ressaltando que os atos de destruição também podem gerar consequências legais para os pais ou tutores legais dos menores envolvidos.

O presidente da Generalitat também condenou os episódios de descontrole e defendeu a atuação da força policial.

“Protestar é um direito democrático”, afirmou o presidente da Generalitat, Salvador Illa, lembrando que ataques e destruição de patrimônio jamais podem ser justificados como exercício desse direito.

A cúpula da segurança pública reforçou que a ação juvenil não tinha ligação com movimentos sociais pacíficos.

A conselheira do Interior da Catalunha, Núria Parlon, classificou os episódios como violência gratuita e vandalismo puramente destrutivo, garantindo que os mascarados não defendiam nenhuma causa legítima. Tanto a conselheira quanto o presidente da Generalitat fizeram questão de afastar explicitamente qualquer ligação desses tumultos com a acampada pelo direito à moradia, instalada há semanas na Praça da Catalunha.

Fonte: https://pt.euronews.com/2026/10/25/disturbios-em-barcelona-causam-100-detidos-saques-e-dezenas-de-incendios

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