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Funcionários do Implurb se unem para cuidar de mais de 260 mudas no Parque Mosaico

Foto: Maxwell Oliveira/Implurb

A mudança da sede do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) para o Parque Mosaico, no bairro Tarumã, trouxe à tona uma reflexão sobre a gestão ambiental na capital amazonense. Enquanto servidores do órgão promovem o plantio e a manutenção de mais de 260 mudas nativas nas dependências da nova estrutura, a cidade enfrenta desafios crônicos no seu índice global de cobertura vegetal e na mitigação das ilhas de calor.

A iniciativa de arborização do prédio administrativo partiu do engajamento direto de funcionárias públicas, como Eloísa Alves Serrão e Maria Gorete Melo da Silva. A mobilização voluntária ganhou apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Mudança do Clima (Semmas) e passou a contar com o suporte técnico de profissionais do próprio instituto.

Entre as espécies inseridas no espaço corporativo e paisagístico estão mudas da flora amazônica e brasileira:

  • Pau-pretinho
  • Jutairana
  • Ipê
  • Pata-de-vaca
  • Espécies ornamentais como palmeira-ráfia, alpínia-purpurata, jiboia variegata, dracena vermelha e dracena arbórea

Para além do plantio, colaboradores passaram a adotar plantas e a dividir tarefas de irrigação diária. A arquiteta e urbanista Carolina Azevedo, gerente de Mobilidade Urbana (GMU) do órgão e especialista em neuroarquitetura, projetou o sistema de irrigação para proteger as mudas durante os períodos de estiagem e forte calor no verão amazônico.

Desafio do planejamento urbano

O envolvimento corporativo na nova sede é avaliado pelo diretor-presidente do Implurb, Antonio Peixoto, como um investimento de longo prazo na construção de pertencimento e na integração entre desenvolvimento e natureza. No entanto, analistas urbanos apontam a necessidade de expandir essa mesma eficiência e zelo para o espaço público em geral.

Enquanto a sede administrativa recebe infraestrutura verde e irrigação planejada, diversas vias públicas, canteiros centrais e bairros periféricos de Manaus sofrem com a falta de sombreamento adequado e déficit de arborização contínua. A contradição expõe a distância entre as diretrizes adotadas no ambiente interno da autarquia e a aplicação prática das políticas de ordenamento urbano pela cidade.

Legado para a cidade

O projeto na sede do Parque Mosaico demonstra que ações de arborização ganham força com planejamento técnico e participação coletiva. O engenheiro Rhary Fortes destacou o caráter multiplicador do movimento entre os trabalhadores da autarquia.

A sustentabilidade e o conforto térmico propagados no discurso oficial do instituto precisam ultrapassar os limites do prédio público. O verdadeiro impacto de um órgão de planejamento urbano reside na capacidade de replicar nas ruas, praças e comunidades a mesma qualidade ambiental conquistada nas dependências do seu próprio local de trabalho.

Fonte: ASCOM | Jessyka Abensur/ Implurb

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