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Flávio Bolsonaro reage a reportagem e diz que nunca recebeu recursos de empresa investigada

Flávio Bolsonaro - Foto: Reprodução/YouTube

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), negou ter recebido recursos financeiros da empresa Copenhagen Assessoria e Consultoria S.A., corporação citada nas investigações sobre o Banco Master. Em um vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira, dia 22 de julho, o parlamentar esclareceu que cancelou duas notas fiscais emitidas para a empresa antes de receber qualquer tipo de pagamento.

A manifestação pública ocorreu após o portal Metrópoles publicar que o escritório de advocacia do político emitiu três notas fiscais no valor de R$ 500.000,00 cada. O escritório de Flávio Bolsonaro emitiu e posteriormente cancelou duas dessas notas para a Copenhagen no dia 7 de abril de 2025. Segundo o pré-candidato, a reportagem tenta associá-lo indevidamente ao caso do Banco Master.

“Tem muita gente muito incomodada com a minha candidatura à Presidência da República”, afirmou o senador.

“Hoje o Metrópoles faz uma matéria criminosa querendo marginalizar a advocacia”, completou Flávio Bolsonaro.

Serviços e recusas

No pronunciamento em vídeo, o senador explicou que o seu escritório prestou serviços jurídicos à BR Global, nome fantasia da Contábil Correa Contabilidade e Auditoria Ltda. De acordo com o parlamentar, a BR Global ofereceu uma prestação de serviços à Copenhagen. Flávio Bolsonaro recusou a proposta comercial e procedeu com o cancelamento imediato das notas fiscais.

“Eu fiz um trabalho para uma empresa. Fui contratado para isso. Prestei serviços advocatícios, tudo certo, em uma relação completamente legal e privada. Em outra oportunidade, não aceitei trabalhar para essa empresa chamada Copenhagen”, relatou o senador.

“Estou tendo que explicar por que eu não recebi o dinheiro dessa empresa. Como não quis trabalhar como advogado para ela, cancelei duas notas fiscais”, enfatizou o parlamentar ao garantir que os documentos cancelados não resultaram em prestação de serviços e nem em repasses financeiros.

Terceira nota fiscal

Dois dias após os cancelamentos, no dia 9 de abril de 2025, o escritório emitiu uma terceira nota fiscal, também no valor de R$ 500.000,00. O documento foi faturado e direcionado para a Contábil Correa e, neste caso específico, não houve cancelamento.

Críticas e vazamentos

O pré-candidato acusou o Metrópoles de não publicar a sua versão dos fatos inicialmente e questionou pagamentos que o próprio portal de notícias teria recebido da Copenhagen. A manifestação escrita de Flávio Bolsonaro foi inserida na matéria jornalística horas depois. O senador ressaltou que não figura como investigado no inquérito e sugeriu que informações protegidas por sigilo de justiça foram vazadas para a imprensa.

“Eu não vou desistir. Cada vez que sofro uma covardia como essa, fico ainda mais estimulado para transformar este país”, destacou Flávio ao relacionar o episódio à disputa eleitoral pela ocupação do Palácio do Planalto.

Investigações em andamento

Documentos oficiais da Polícia Federal (PF) apontam que a Copenhagen foi aberta em novembro de 2024 com um capital social de apenas R$ 40,00. A empresa teria recebido aproximadamente R$ 58.000.000,00 do Banco Master entre os anos de 2024 e 2025. A corporação é alvo de investigações da PF por supostamente integrar uma estrutura utilizada para ocultar patrimônio e movimentar recursos ligados a Daniel Vorcaro, ex-dono da instituição financeira.

Fonte: https://revistaoeste.com/politica/flavio-nega-ter-recebido-recursos-de-empresa-ligada-ao-master/

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