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Festival de Investimentos em Manaus tenta provar que floresta em pé também pode gerar lucro real

Foto: Divulgação

A discussão sobre o desenvolvimento sustentável da Amazônia frequentemente esbarra em teorias distantes da realidade de quem vive na região.

É nesse cenário de busca por respostas práticas que o Festival de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA) abre a pré-venda de ingressos para sua edição de 2026.

Marcado para os dias 3, 4 e 5 de novembro em Manaus, o evento tenta consolidar pontes entre grandes investidores globais e os pequenos produtores da floresta.

O grande desafio do encontro será provar que a chamada bioeconomia pode gerar lucros reais sem repetir velhos modelos de exploração predatória.

O avanço desse mercado atrai a atenção de grandes corporações e fundos filantrópicos internacionais, ansiosos por soluções que unam a conservação ambiental com a geração de renda nas comunidades tradicionais.

As novidades da estrutura

A organização do festival anunciou uma mudança estratégica na infraestrutura para comportar o crescimento do público.

Em 2026, as atividades serão concentradas no Manaus Plaza Centro de Convenções, localizado na avenida Djalma Batista, uma das principais vias da capital amazonense.

A mudança visa facilitar o deslocamento dos participantes e ampliar a área destinada ao Mercado FIINSA, espaço que serve de vitrine para chocolates de origem, cosméticos naturais, biojoias e soluções tecnológicas desenvolvidas por startups locais.

O cofundador do Impact Hub Manaus e um dos organizadores do evento, Marcus Bessa, explicou os motivos da mudança de endereço.

“O FIINSA 2026 será realizado no Manaus Plaza Centro de Convenções, localizado na principal avenida da cidade, a Djalma Batista, garantindo mais acessibilidade e ampliando os espaços de interação, networking e experiências para os participantes”, afirmou o organizador.

O formato das trilhas

A programação foi desenhada para misturar debates teóricos com rodadas de negócios diretas, onde comunidades tradicionais e investidores tentam fechar acordos de fornecimento e fomento.

 O diretor técnico do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (IDESAM) e coordenador do festival, André Vianna, destacou a importância de manter o foco nas pessoas que habitam o território.

Para estruturar essas conexões, os interessados contam com duas modalidades de participação durante os lotes promocionais:

  • O Lote Semente custa R$ 280 e garante a entrada para os dias 4 e 5 de novembro, incluindo almoço, coffee break, certificado oficial e a participação no happy hour de encerramento com open bar.
  • O Lote Raiz tem o valor de R$ 350 e oferece a experiência completa nos dias 3, 4 e 5 de novembro, adicionando o coquetel de abertura e vivências exclusivas nas iniciativas que movimentam o ecossistema de impacto em Manaus.

O impacto do apoio corporativo

A viabilidade financeira do festival reflete a entrada de grandes marcas no debate socioambiental, mostrando que a Amazônia virou um ativo de reputação indispensável para o mercado corporativo.

O evento é uma realização conjunta do Idesam e do Impact Hub Manaus, contando com o patrocínio de organizações como Fundo Vale, Grupo Trigo, CNP Seguradora e Fundo Order.

A iniciativa também recebe o suporte institucional da AIC, da Bemol e do Bezos Earth Fund, fundo filantrópico criado pelo fundador da Amazon.

A presença desses gigantes financeiros eleva a responsabilidade do festival em entregar resultados concretos para as populações ribeirinhas e indígenas que protegem a floresta em pé.

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