
A fumaça sufoca Autazes, o alerta ambiental chega a níveis alarmantes e a população espera respostas. Mas cadê as ONGs ambientalistas que costumam levantar a voz, com vigor, contra o asfaltamento do trecho do meio da BR-319?
A defesa do meio ambiente não pode ter dois pesos e duas medidas. Se há disposição para combater uma obra de infraestrutura, precisa haver a mesma energia para cobrar fiscalização, prevenção de incêndios e proteção das comunidades atingidas pelas queimadas.
O meio ambiente não pode ser bandeira seletiva, acionada apenas quando interessa a determinadas causas dos países do Primeiro Mundo que patrocinam as ONGs.
Autazes pega fogo e os ambientalistas não dizem nada. O silêncio é comprometedor e expõe a omissão.
Estado dividido, eleitor sem lado

Pesquisa Pontual divulgada nesta terça-feira (13/10) mostra um Amazonas politicamente dividido. No levantamento estadual, a direita/bolsonarismo aparece com 31,7%, enquanto a esquerda/lulismo registra 29,3%, diferença de apenas 2,4 pontos percentuais, dentro da margem de erro de 2,83 pontos.
Mas o dado que merece atenção especial é outro: 30,9% dos eleitores dizem não ter posicionamento político. Ou seja, quase um terço do eleitorado não se identifica com nenhum dos dois campos.
Em Manaus, a direita lidera com 38,5%; no interior, a esquerda aparece com 35,8%.
O retrato revela diferenças importantes entre capital e municípios interioranos e mostra que a disputa política amazonense está longe de se resumir à polarização nacional.
Voto que não se enquadra

Segundo a pesquisa Pontual, há uma multidão de eleitores fora dos rótulos tradicionais.
Somados os que não têm posicionamento, os que se identificam com o centro e os que preferiram não responder, esse contingente chega a 38% em Manaus e 40% no interior. No conjunto do estado, os sem posicionamento representam 30,9%.
O levantamento também identifica diferenças de composição por sexo, renda, religião e faixa etária entre os grupos políticos.
O desafio para os partidos e candidatos é compreender as prioridades desse eleitorado sem presumir que a ausência de identificação ideológica signifique desinteresse pela política.
Terceirização na mira
Omar Aziz promete avaliar os contratos terceirizados da saúde estadual e cita um acordo de R$ 280 milhões para serviços de telemedicina. O senador defende que a análise considere justamente essa relação entre despesa e resultado.
O tema é relevante diante dos contratos de gestão de unidades hospitalares por organizações sociais.
Omar, entretanto, ainda precisa detalhar quais acordos pretende revisar, quais critérios utilizará e em que circunstâncias poderá propor mudanças ou encerramentos.
Na saúde pública, transparência contratual, qualidade do atendimento e aplicação responsável do dinheiro público devem caminhar juntas.
Alerta ligado sobre a ZFM

Em entrevista ao G6, Omar Aziz voltou a alertar para os riscos que eventuais mudanças na política tributária podem representar para a competitividade da Zona Franca de Manaus.
O senador cita a redução do IPI como uma das preocupações e sustenta que a perda de incentivos pode comprometer investimentos, empregos e a atividade comercial no Amazonas.
O assunto vai além da disputa eleitoral: envolve o futuro do Polo Industrial de Manaus e um modelo econômico que tem impacto direto sobre milhares de famílias.
Mas quais medidas serão defendidas em Brasília? Como garantir segurança jurídica aos investimentos? Que alternativas existem para ampliar a economia estadual? A ZFM exige vigilância permanente, articulação política e propostas concretas.










