
Há um personagem silencioso que pode impactar fortemente no resultado do segundo turno da eleição para o Governo do Amazonas: o eleitor que não votou no primeiro turno.
Somente em Manaus, 254.036 eleitores deixaram de comparecer às urnas no dia 4 de outubro. O número representa 17,20% do eleitorado da capital e corresponde a quase metade de todas as abstenções registradas no Estado.
Agora, esses eleitores entram no radar de Omar Aziz (PSD) e Maria do Carmo (PL).
Mas há uma ressalva fundamental: 254 mil ausentes não significam 254 mil votos disponíveis para uma candidatura. Não se sabe quantos voltarão às urnas, nem para quem votariam.
De acordo com especialistas ouvidos pela coluna, a abstenção pode estar relacionada a viagem, doença, trabalho, dificuldades de deslocamento, desinteresse, problemas com o local de votação ou simplesmente à decisão individual de não comparecer.
A hora da matemática

Conforme os especialistas, os números do primeiro turno oferecem uma pista interessante.
Em Manaus, Maria do Carmo foi a mais votada para o Governo do Amazonas, com 370.919 votos, contra 354.564 de Omar Aziz. A diferença foi de 16.355 votos.
Se o eleitor que faltou às urnas no primeiro turno tiver, no segundo, comportamento semelhante ao eleitorado que efetivamente compareceu, a matemática tende a favorecer Maria do Carmo na capital.
Cautela e desafio
Para os especialistas, apesar de a matemática ajudar Maria, eles recomendam cautela.
No resultado geral do Estado, Omar terminou muito à frente: 841.846 votos contra 507.335 de Maria, uma diferença superior a 334 mil votos.
Portanto, o desafio de Maria não é simplesmente trazer os 254 mil ausentes de volta às urnas. É transformar uma eventual mobilização desse contingente em votos efetivos e, principalmente, avançar sobre o eleitorado que escolheu Roberto Cidade, David Almeida e os demais candidatos no primeiro turno.
Guedes mira auxílio-saúde

Eleito deputado estadual com 42.295 votos, Rodrigo Guedes (Republicanos) já chega à Assembleia Legislativa do Amazonas com uma promessa que deverá provocar incômodo entre os parlamentares: acabar com o auxílio-saúde dos deputados.
Segundo ele, o projeto será apresentado já no primeiro dia de mandato, em 1º de fevereiro de 2027. O benefício, criado pela própria Aleam em 2023, gira em torno de R$ 4,1 mil mensais.
Primeiro teste na Aleam
Rodrigo Guedes pretende transformar em ato concreto uma das bandeiras que apresentou durante a campanha: a extinção do auxílio-saúde dos deputados estaduais.
O vereador, agora eleito para a Aleam, afirma que não pretende esperar pela rotina legislativa para colocar a proposta em tramitação.
A medida deverá abrir uma discussão sobre benefícios parlamentares e reforçar o perfil fiscalizador que marcou a atuação de Guedes na Câmara Municipal de Manaus.
Show do PSD e MDB

PSD e MDB consolidaram posição entre as principais forças políticas do Amazonas após a eleição de 2026. Cada legenda elegeu cinco deputados, somando representantes na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal.
O PSD, liderado no Estado pelo senador Omar Aziz, conquistou quatro cadeiras na Aleam e uma na Câmara. O MDB, de Eduardo Braga, ficou com três deputados estaduais e dois federais.










