
Muitas vezes tratada como algo simples, a dor de dente tem causado impactos sérios na rotina dos trabalhadores amazonenses. Além do sofrimento físico e das noites mal dormidas, especialistas alertam que problemas bucais são causas diretas de faltas, queda de produtividade e casos de urgência. No Amazonas, a situação é agravada pela dificuldade de acesso aos serviços em certas regiões, fazendo com que muitos só procurem ajuda quando o quadro já é grave.
Dados alarmantes
Estudos nacionais indicam que doenças bucais representam de 9% a 27% das causas de absenteísmo no trabalho. Uma pesquisa da revista Ciência & Saúde Coletiva trouxe números que reforçam a gravidade do cenário.
- Relatos de dor 43% dos trabalhadores entrevistados sentiram dor de dente.
- Faltas registradas 23,4% chegaram a faltar ao serviço por causa do problema.
- Presenteísmo o trabalhador comparece, mas sem condições físicas ou emocionais de produzir.
Equilíbrio do organismo
O cirurgião-dentista Dr. Paulo Grandal explica que os danos vão muito além da dor física.
“A dor de dente interfere diretamente no sono, na alimentação, no humor e até na produtividade da pessoa. Tem paciente que passa noites sem dormir, falta ao trabalho e começa a desenvolver ansiedade e irritação”, destacou o especialista.
A saúde bucal está totalmente ligada à qualidade de vida e ao bem-estar emocional do paciente.
Automedicação
Um erro comum é o uso de analgésicos e anti-inflamatórios sem orientação profissional.
“Muitas pessoas tentam aliviar a dor tomando remédios por conta própria, mas isso pode mascarar o problema e fazer a infecção evoluir silenciosamente”, alerta o Dr. Paulo Grandal.
Ele reforça que o uso inadequado de antibióticos traz riscos como resistência bacteriana, intoxicação e problemas gástricos graves.
Complicações graves
O que começa com uma dor simples pode evoluir para internações hospitalares. Sinais como inchaço no rosto, febre e dificuldade para abrir a boca ou respirar indicam infecções que podem se espalhar rapidamente. Segundo o especialista, essas infecções odontológicas podem até colocar a vida do paciente em risco se não forem tratadas na causa, e não apenas no sintoma.
Além da dor, o impacto emocional é profundo. Muitos pacientes deixam de sorrir e sofrem psicologicamente devido ao estado da saúde bucal. Para Grandal, o tratamento devolve a dignidade e a autoconfiança ao cidadão, permitindo que ele retome sua vida social e profissional com plenitude.
Prevenção
A prevenção continua sendo a ferramenta mais eficaz para reduzir o sofrimento e os custos com tratamentos complexos.
“Eu acredito muito que a prevenção é o caminho mais inteligente e mais humano. Quanto mais cedo o paciente procura atendimento, menores são os riscos, os custos e o sofrimento”, conclui o Dr. Paulo.
ASCOM: Lara Tavares










