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Disputa pela vaga no TJAM movimenta advocacia e revela nova força dentro da OAB Amazonas

Giselle Falcone, Marco Choy, Carlos Alberto, Aniello Aufiero, Grace Benayon e Carmem Romero – Foto: Divulgação

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Seccional Amazonas, realizou nesta quarta-feira (14/5), na Arena da Amazônia, a consulta direta à classe para a formação da lista sêxtupla do Quinto Constitucional.

O processo define os nomes que disputam a vaga de desembargador no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

Com votação realizada das 9h às 17h, o pleito registrou ampla participação dos profissionais do estado, consolidando um momento de intensa mobilização democrática para a categoria.

Após o encerramento e a apuração rápida dos votos, os seis nomes mais votados foram definidos para compor a lista oficial que será submetida às próximas etapas do rito legal.

Esta eleição estabeleceu um marco inédito para a instituição jurídica no estado, pois, pela primeira vez, a composição final garantiu total paridade de gênero, apresentando um equilíbrio exato entre três advogadas e três advogados.

Os escolhidos

  1. Giselle Falcone: 2.214 votos
  2. Marco Choy: 1.927 votos
  3. Carlos Alberto: 1.482 votos
  4. Aniello Aufiero: 1.376 votos
  5. Grace Benayon: 1.309 votos
  6. Carmem Romero: 1.220 votos

“Hoje a advocacia amazonense deu mais uma divisão de maturidade institucional e compromisso com a democracia. Tivemos uma eleição transparente, organizada e marcada pela participação efetiva da classe. Também vivemos um momento histórico com a formação de uma lista paritária, assegurando representatividade e fortalecendo ainda mais a advocacia amazonense”, afirmou o presidente da OAB, Jean Cleuter, ao avaliar o impacto institucional do pleito.

Próximos passos

Seguindo o rito previsto pela Constituição, a relação contendo os seis candidatos mais votados será formalmente encaminhada ao judiciário estadual.

Cabe aos magistrados que compõem a corte reduzir essa lista para apenas três nomes, formando a chamada lista tríplice.

Posteriormente, cabe ao governador do estado a decisão final de avaliar os três finalistas selecionados e nomear o novo desembargador oriundo da classe jurídica.

Análise do cenário

A adoção prática da paridade de gênero na composição final da lista representa um amadurecimento necessário nas instâncias de representação jurídica, refletindo transformações sociais profundas de equidade que encontram eco na base da categoria.

A expressiva presença dos votantes demonstra que a advocacia local busca uma representação legítima e atuante na mais alta corte do estado.

Contudo, o verdadeiro teste de força do Quinto Constitucional reside justamente nas etapas seguintes.

O processo agora deixa o campo do voto direto dos advogados para entrar em uma esfera de articulação institucional e política tanto no tribunal quanto na esfera executiva governamental.

Resta observar se o desejo soberano manifestado pelas urnas na Arena da Amazônia manterá seu peso proporcional na escolha do futuro desembargador.

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