
A reta final das eleições de 2026 chega ao Amazonas com um dado alarmante: 62,7% dos eleitores entrevistados pelo Ipen não souberam indicar um candidato a deputado federal ou não responderam à pergunta.
O levantamento, realizado de forma espontânea — sem apresentação de lista de candidatos —, mostra que a disputa pelas oito cadeiras do Amazonas na Câmara dos Deputados permanece aberta do ponto de vista da declaração espontânea do eleitor.
Entre os nomes citados, aparecem Sargento Salazar (4,1%), Delegado Lázaro Mendes (3,6%), Sidney Leite (2,2%), Amom Mandel (1,9%), Adail Filho (1,8%), Saullo Vianna (1,6%), Fausto Jr. (1,3%) e Joana Darc (1,1%).
Silas Câmara com 1%

Na pesquisa Ipen, Silas Câmara aparece com 1%, enquanto Jesus Alves registra 0,9%. Ao todo, 86 candidatos foram citados na pesquisa.
O número mais importante, porém, está fora da lista dos candidatos: mais de seis em cada dez entrevistados não apresentaram um nome.
Isso significa que uma parcela expressiva do eleitorado ainda não havia declarado preferência no momento da entrevista. A pesquisa foi realizada entre 18 e 25 de setembro, com 1.200 eleitores em Manaus e dez municípios do interior.
David Almeida x Maria do Carmo

Em meio à discussão nacional sobre apostas eletrônicas e os efeitos do mercado de bets, o candidato ao Governo do Amazonas David Almeida (Avante) levou para o debate eleitoral a proposta de Maria do Carmo Seffair (PL) de transformar o Tropical Hotel Manaus em um cassino.
No debate da TV Amazonas, na terça-feira (29), David classificou a ideia como “temerária” e questionou a possibilidade de exploração de jogos de azar no tradicional hotel de Manaus.
O confronto sobre o tema ocorreu no contexto das discussões nacionais em torno da regulamentação dos jogos e das apostas.
“A candidata Maria do Carmo quer transformar o Tropical Hotel, que ela tenta concluir reforma há anos, em cassino, algo temerário, ganhar dinheiro com jogo de azar”, disse David.
Violência doméstica eleva tensão

A discussão sobre segurança pública no debate da Rede Amazônica terminou em um dos momentos mais tensos da campanha para o Governo do Amazonas, quando a candidata Maria do Carmo Seffair (PL) direcionou ao governador e candidato à reeleição Roberto Cidade (União Brasil) uma acusação relacionada a suposta violência contra a ex-mulher.
Do Carmo afirmou que o episódio teria ocorrido em outubro de 2024 e que existiria um boletim de ocorrência relacionado ao caso. A candidata questionou Cidade durante uma discussão sobre medidas de combate à violência contra as mulheres.
Cidade negou a agressão, dizendo que o episódio teria se limited a uma discussão por WhatsApp e o caso teria sido posteriormente esclarecido. O governador afirmou ainda que foi absolvido pela Justiça.
Escaramuça pessoal

O episódio acabou deslocando a discussão de propostas de segurança pública para acusações pessoais entre Maria do Carmo e Roberto Cidade.
Do Carmo defendeu a ampliação da Ronda Maria da Penha, a criação de casas de acolhimento e a expansão das delegacias especializadas em crimes contra a mulher para a capital e o interior.
Cidade citou aumento do efetivo policial, investimentos em inteligência, concursos públicos, a chamada “muralha digital” e ações de combate ao tráfico de drogas.
2,78 milhões em mobilização de rua

A campanha do candidato ao Governo do Amazonas Omar Aziz (PSD) declarou à Justiça Eleitoral R$ 2.784.362,02 em despesas com atividades de militância e mobilização de rua, segundo os dados apresentados no material de prestação de contas eleitoral.
A rubrica reúne 2.481 lançamentos e aparece como a maior concentração individual de despesas entre os gastos declarados pela candidatura.
Ao todo, a campanha registra R$ 5.780.356,67 em despesas no demonstrativo informado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na sequência das maiores despesas aparecem os serviços de transporte ou deslocamento, com R$ 700 mil, e a produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, que soma R$ 602.950.
Amazônia no radar da guerra americana

A Amazônia voltou a aparecer no horizonte de uma das mais delicadas discussões geopolíticas do continente: até onde os Estados Unidos (EUA) pretendem avançar na ofensiva militar contra organizações do narcotráfico na América Latina?
A pergunta ganhou força nesta quarta-feira (30), depois de reportagem do The Wall Street Journal revelar que o Pentágono avalia ampliar o emprego de drones militares na América Central e na América do Sul.
Entre os equipamentos considerados estão os MQ-9 Reaper, aeronaves remotamente pilotadas utilizadas para vigilância, coleta de informações e ataques de precisão.
O comandante do Comando Sul dos Estados Unidos, general Francis Donovan, afirmou ao jornal que operações terrestres contra organizações criminosas estão entre as possibilidades consideradas pela estratégia americana.
A reportagem também relata que militares dos EUA já vêm ampliando sua participação em operações contra grupos ligados ao narcotráfico na região.
O céu amazônico
A possibilidade de utilização de drones americanos em áreas de floresta e próximas a grandes corredores fluviais chama atenção pela própria dimensão transfronteiriça da Amazônia.
Um MQ-9 Reaper não é simplesmente um equipamento de observação. A aeronave é utilizada pelas Forças Armadas americanas para missões de inteligência, vigilância e reconhecimento e possui capacidade de emprego de armamentos.










