Política PSTU aposta nas lutas sociais para superar limitações financeiras no Amazonas

PSTU aposta nas lutas sociais para superar limitações financeiras no Amazonas

Gilberto Vasconcelos com sua candidata a vice, advogada Juliana Rebouças - Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Sustentado por 32 anos de história, o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) enfrenta o cenário eleitoral do Amazonas em situação de desvantagem estrutural e financeira. Sem acesso ao horário gratuito na rádio e na televisão e com uma cota reduzida do fundo eleitoral, a militância busca viabilizar suas propostas por meio das redes sociais e de canais alternativos. Em entrevista publicada no Portal Floriano Lins, o candidato ao Governo do Estado, professor Gilberto Vasconcelos, destacou o otimismo na reta final da campanha, impulsionado pela aproximação com os movimentos sociais e greves em andamento.

A rotina do candidato tem sido marcada pela participação direta em atos e mobilizações de trabalhadores em Manaus. Gilberto Vasconcelos ressalta que a campanha acompanha de perto reivindicações de diversas categorias no Amazonas.

“Está bastante agitada. Tem muitos companheiros e companheiras aqui de Manaus solicitando nossa presença. São muitas lutas acontecendo: a greve da Caixa Econômica, greve dos Correios, que acabou, tem o acampamento dos concursados para a área de segurança do Estado, do Bombeiro, Polícia Militar, Polícia Civil, o pessoal do Detran. Eles fizeram concurso, foi homologado e o governo do estado não está empossando ninguém. Diz que não tem dinheiro, por isso os concursados estão fazendo acampamento na frente da sede do governo”, informa Gilberto Vasconcelos.

Defesa do movimento indígena

Na terça-feira, dia 29/9, o candidato esteve presente em uma manifestação promovida pelo movimento indígena no bairro Mutirão. O ato foi motivado pela prisão e agressão de uma docente e de seu filho no ambiente escolar.

“Ontem participei de uma atividade do movimento indígena. Uma professora foi agredida e presa dentro de uma escola estadual, no Bairro Mutirão. Foi presa, ela e o filho, e jogados no camburão. Uma coisa absurda, agredida dentro da própria escola. Estive lá na manifestação juntamente com o movimento indígena”, relata o candidato.

História e autofinanciamento

O candidato enfatiza que a aceitação de sua candidatura decorre da trajetória de três décadas do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), marcada pelo autofinanciamento e pela ausência de ligação com empresários.

“Tem acontecido também uma série de entrevistas e de debates. Companheiros pedindo que a gente vá até a casa deles conversar e apresentar nossas propostas. Estou achando uma campanha muito bonita, pelo fato de ter um respaldo da história, não só minha, pessoal, mas a história do nosso partido, PSTU. É um partido que nesse tempo todo de existência não tem sido nomeado com nenhum tipo de sujeira e a gente pretende permanecer assim, porque é um partido da classe trabalhadora, que se autossustenta, não tem apoio de empresários nesse partido”, comenta Gilberto.

Apoios e alianças

A candidatura tem recebido adesões espontâneas na capital e nos municípios do interior do Amazonas, destacando-se grupos jovens e lideranças comunitárias.

  • Apoio do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), sigla recente formada majoritariamente por jovens.
  • Adesão voluntária de lideranças com trajetória ilibada no interior do estado.
  • Encontros e reuniões comunitárias organizados em residências de apoiadores.

“Nesse momento, eu percebo um reconhecimento bastante importante, como as adesões espontâneas de muitas lideranças de movimentos populares, na capital e no interior do Estado. Fico surpreso com muitas adesões à nossa campanha, como por exemplo, os companheiros do PCBR, um partido novo, formado por uma maioria de jovens, que declarou apoio à nossa candidatura e mais que isso: nos municípios do interior, muitas lideranças, pessoas que têm trajetória ilibada têm aderido à nossa campanha, sem pedir nada em troca, porque reconhecem que precisamos construir uma proposta alternativa”, celebra o candidato.

Desafios na comunicação

Apesar de enfrentar barreiras no acesso aos meios tradicionais de comunicação e de não ser convidado para os principais debates na televisão, o postulante tem mantido presença em canais alternativos na plataforma YouTube e em entrevistas pontuais nas redes convencionais.

“Isso me deixa muito satisfeito. Em várias localidades pessoas entrando em contato, inclusive com certa dificuldade de encontrar a nossa candidatura, porque não temos tempo de TV nem de rádio, além de não sermos chamados pros debates. Apenas participamos de algumas entrevistas nas redes mais tradicionais, e temos participado de bastante entrevistas nos canais alternativos, que têm espaços no YouTube”, afirma.

A reta final do processo eleitoral é encarada pelo candidato como um momento de consolidação de forças frente ao apelo do voto útil exercido pelas candidaturas tradicionais.

“Essa reta final tem sido bastante dinâmica. É um cansaço gostoso de sentir, de saber entender. A gente está percebendo que a população, a classe trabalhadora, está reconhecendo que podemos construir uma alternativa. Há uma pressão muito grande pela questão do voto útil, o medo de votar e permitir que um candidato pior seja eleito. Mesmo assim, acredito que nossa campanha já é vitoriosa. A gente vai ter uma quantidade de votos muito boa”, conclui.

Fonte: https://www.portalflorianolins.com/noticia/5524/pstu-entre-demandas-populares-e-o-voto-util

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