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Daniela Mercury provoca “Dark Horse” no Rock in Rio e leva a política para o palco

Daniela Mercury faz provocação ao filme Dark Horse no Rock in Rio – Foto: Divulgação

A mistura entre arte e manifestação política ganhou novos contornos durante a mais recente edição do festival de música Rock in Rio. No último sábado, dia 12 de setembro, a cantora Daniela Mercury transformou sua participação especial no Palco Sunset em um ato simbólico com críticas diretas aos bastidores do poder. Convidada pelo trio Gilsons, composto por José Gil, Francisco Gil e João Gil, a artista levou ao público uma encenação que rapidamente tomou conta das redes sociais por meio de vídeos gravados por espectadores.

Encenação no palco

Durante a apresentação, Daniela Mercury colocou em cena uma pessoa fantasiada de cavalo preto. O figurante circulou pelo espaço distribuindo cédulas falsas de dinheiro para a plateia que acompanhava o show. A performance utilizou a figura do animal como uma referência ao termo em inglês “dark horse”, que significa azarão e cuja tradução literal é cavalo preto. A encenação serviu de protesto velado contra a cinebiografia “Dark Horse”, obra cinematográfica focada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Origem do protesto

As notas cenográficas lançadas ao público faziam alusão direta ao financiamento da produção audiovisual. O projeto cinematográfico recebeu aportes expressivos de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, após articulações conduzidas pelo senador Flávio Bolsonaro, integrante do Partido Liberal (PL). As movimentações financeiras em torno da obra entraram na mira de apurações oficiais pela Polícia Federal (PF). O órgão busca esclarecer os contatos mantidos entre o parlamentar e o empresário para viabilizar os recursos, investigando a real origem do capital injetado na iniciativa.

Investigações da polícia

Além de apurar os acordos de financiamento, a Polícia Federal (PF) analisa a existência de possíveis irregularidades operacionais envolvendo a produtora responsável pelo projeto “Dark Horse”. Os agentes apuram se parte da quantia aplicada no longa-metragem teve procedência ilícita, o que adiciona forte tensão jurídica em torno da obra.

Defesa do projeto privado

Por outro lado, defensores da cinebiografia “Dark Horse” contestam o tom da encenação no festival e sustentam que o projeto não utilizou recursos dos cofres públicos. Segundo aliados da produção, a obra foi viabilizada exclusivamente por investimento do setor privado, sem recurso a mecanismos de incentivo fiscal como a “Lei Rouanet”. A equipe jurídica responsável pelo longa-metragem afirma que todas as movimentações financeiras foram declaradas dentro da legalidade e que segue prestando os esclarecimentos necessários à Polícia Federal (PF).

“Trata-se de uma produção privada que não utilizou dinheiro público, tornando a encenação no palco uma tentativa de lacração política desnecessária”, declarou o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao rebater a manifestação da cantora.

Produção do filme

Com direção assinada por Cyrus Nowrasteh, a produção retrata a história política de Jair Bolsonaro (PL) e traz o ator norte-americano Jim Caviezel no papel do ex-presidente. A estreia do filme estava prevista para ocorrer antes do pleito eleitoral de 2026, mas o lançamento acabou sendo adiado oficialmente pela empresa produtora.

Fonte:  https://www.metropoles.com/entretenimento/video-daniela-mercury-faz-provocacao-ao-filme-dark-horse-no-rock-in-rio

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