
A cantora Anitta caminha para consolidar uma marca inédita no Carnaval de 2027. Prestes a assumir oficialmente o posto de rainha de bateria da Grande Rio, a artista divide seu tempo com a disputa para escolher o samba-enredo da agremiação de Duque de Caxias. Caso a composição de seu grupo seja a grande vencedora na final agendada para o dia 20 de setembro, que possivelmente também marcará sua coroação, ela será a primeira rainha de bateria da história da escola a assinar o hino defendido na Marquês de Sapucaí.
O marco na quadra
A obra musical da artista concorre na parceria de número 11, que reúne nomes de peso como Arlindinho, Igor Leal, Fred Camacho, Fabian Juarez e Diego Nicolau. A competição inicial da escola fluminense contou com a inscrição de 12 obras. Alcançar a vitória colocaria a estrela pop em uma posição dupla de destaque, unindo a liderança cênica à frente dos ritmistas com a tradição criativa dos compositores.
Passado de vitórias
A incursão pelo universo das composições carnavalescas não representa um terreno desconhecido para a cantora. Para o desfile de 2025, Anitta integrou a equipe que venceu a disputa de samba-enredo da Unidos da Tijuca. Ao lado de Feyjão, Estêvão Ciavatta, Miguel Pinto Guimarães, Fred Camacho e Diego Nicolau, ela assinou a letra do enredo “Logun-Edé – Santo Menino Que Velho Respeita”. Durante aquele processo, a artista conciliou a rotina de criação com os compromissos de sua agenda internacional, acompanhando à distância a final que sagrou a obra como campeã na escola do Borel.
Afinidade com o enredo
A ligação conceitual com a temática apresentada pela Grande Rio pesou diretamente na balança da cantora. Segundo informações antecipadas pela coluna do portal Metrópoles, esse alinhamento foi o fator principal para que ela aceitasse o convite da escola de Duque de Caxias, declinando de uma oferta feita pela Mocidade Independente de Padre Miguel.
A agremiação levará para a avenida o enredo “Sankofa Tabon – Os retornados da Costa do Ouro e a Estrela Negra da Liberdade”, desenvolvido pelo carnavalesco Antônio Gonzaga. A proposta explora a memória, a ancestralidade e o reencontro cultural entre o Brasil e a África, guiado pela trajetória do povo Tabon.
O tema dialoga fortemente com o atual momento criativo da artista, que prepara o lançamento do projeto “Equilibrium”. A nova fase da cantora mergulha em questões de fé, identidade brasileira, espiritualidade e religiões de matriz africana. Ao anunciar oficialmente o aceite do cargo no último domingo (6), a própria Anitta confirmou essa sintonia. A artista afirmou que a conexão com o enredo “foi imediata” e garantiu que terá dedicação total ao novo posto na agremiação fluminense.










